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Selva !!!

Onde está o Acre no ranking nacional das remunerações policiais?

O Acre aparece entre os estados que pagam os menores salários médios aos policiais civis do Brasil. É o que revela o estudo Raio-X das Forças de Segurança, divulgado nesta terça-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com base em informações fornecidas pelas secretarias estaduais de segurança.

Segundo o levantamento, a remuneração bruta média dos policiais civis acreanos é de R$ 13.081,94, a terceira menor do país, à frente apenas de Minas Gerais (R$ 12.195,03) e Paraíba (R$ 12.894,22). A média nacional da categoria é de R$ 15.512,52.

Na outra ponta do ranking está o Amazonas, que lidera a remuneração dos policiais civis brasileiros, com média salarial de R$ 26.824,02. Em seguida aparecem Tocantins (R$ 21.229,81) e Mato Grosso (R$ 20.476,79).

O estudo considera os salários brutos médios de investigadores, escrivães e delegados, sem descontar tributos e contribuições previdenciárias.

Polícia Militar

No caso da Polícia Militar, o levantamento mostra uma realidade diferente. A média salarial nacional é de R$ 10.329,61, considerando todas as patentes, desde soldados até coronéis.

Embora o relatório destaque que Goiás possui a maior remuneração média do país (R$ 15.685,47), seguido pelo Distrito Federal (R$ 14.427,87) e Tocantins (R$ 14.108,50), o Acre não figura entre os estados com os maiores nem com os menores salários da corporação.

Os menores vencimentos médios das PMs foram registrados no Piauí (R$ 6.648,84), Paraíba (R$ 7.832,83) e Maranhão (R$ 8.410,46).

Déficit de efetivo preocupa

Além da questão salarial, o levantamento aponta que as forças de segurança enfrentam um grave problema de déficit de pessoal em todo o país.

Nas Polícias Militares, o efetivo atual é de aproximadamente 413 mil agentes, quando o número previsto pelas legislações estaduais seria de quase 620 mil policiais, uma defasagem de cerca de 34%.

A situação é ainda mais crítica nas Polícias Civis. O Brasil possui cerca de 97 mil investigadores, escrivães e delegados, mas o efetivo considerado ideal seria de aproximadamente 175 mil profissionais, o que representa um déficit de 45%.

Outros dados do estudo

O Raio-X das Forças de Segurança também aponta que o Brasil conta atualmente com cerca de 818 mil profissionais das forças de segurança pública. As Guardas Civis Municipais foram as que mais cresceram nos últimos anos e já ultrapassam a marca de 100 mil agentes, tornando-se a segunda maior força de segurança em número de efetivos, atrás apenas das Polícias Militares.

O estudo ainda revela que as mulheres ocupam apenas 7% dos cargos de comando nas PMs, enquanto os gastos anuais dos estados com remuneração de servidores ativos e inativos da segurança pública somam cerca de R$ 230 bilhões, o equivalente a 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro previsto para 2025.

Os dados do levantamento foram produzidos a partir das informações encaminhadas pelos 26 estados e pelo Distrito Federal ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em alguns casos, nem todas as unidades da federação forneceram a totalidade das informações solicitadas pelos pesquisadores.

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REDAÇÃO

Autor da publicação.