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Associações marítimas pedem que ONU barre pedágios no Estreito de Ormuz

Associações marítimas pedem que ONU barre pedágios no Estreito de Ormuz

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Principais associações do setor de transporte marítimo instaram as Nações Unidas a se oporem à cobrança de pedágios e taxas de serviço para embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma vez que o Irã e Omã estão prestes a finalizar um acordo sobre essa via navegável estratégica, segundo o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã.

Oito grupos do setor marítimo assinaram, na segunda-feira (3), uma carta aberta conjunta endereçada à ONU e à IMO (Organização Marítima Internacional), alertando que a implementação de pedágios poderia elevar os custos para os consumidores e comprometer os princípios da livre navegação.

“Uma vez estabelecido tal precedente, torna-se cada vez mais difícil resistir a medidas semelhantes em outros lugares, gerando incerteza para o transporte marítimo internacional e o comércio global”, dizia a carta.

“Essas consequências vão além dos custos de transporte, contribuindo para preços de energia mais elevados, maior inflação e maior incerteza econômica. Em última análise, esses impactos terão um custo humano, afetando meios de subsistência em todo o mundo.”

Na segunda-feira, o Irã declarou que pretende cobrar “taxas” por diversos serviços marítimos oferecidos em conjunto com Omã no Estreito de Ormuz, assim que a via navegável for aberta, segundo a mídia estatal.

Isso representaria uma mudança significativa em relação à situação anterior ao conflito, quando nenhum país controlava a navegação pela via.

O controle ou a supervisão desse ponto estratégico tornou-se, para Teerã, uma “linha vermelha” tão importante quanto o direito ao enriquecimento nuclear.

A perspectiva de tal poder de influência é inaceitável em Washington, Abu Dhabi e Riad. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou repetidamente que qualquer forma de controle estatal sobre águas internacionais viola o direito internacional.

O Irã havia concordado em não cobrar taxas ou pedágios no estreito por 60 dias, nos termos do acordo provisório, antes que o documento fracassasse, uma vez que tanto Teerã quanto Washington não se comprometeram com a proposta de 14 pontos.

Esse conteúdo foi publicado originalmente emVer original 


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por poliannelima.

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poliannelima

Autor da publicação.

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