Em meio às atrações da Expoacre 2026, uma novidade tecnológica despertou a curiosidade dos visitantes do estande do Instituto de Identificação: a implantação da Carteira de Identidade Infantil com biometria para recém-nascidos, um sistema que vincula, ainda na maternidade, os dados biométricos da mãe aos do bebê.
A iniciativa começou a ser apresentada ao público nesta quarta-feira (5) e representa um novo modelo de identificação infantil voltado à segurança nas unidades de saúde. O objetivo é reforçar os protocolos de proteção contra trocas de crianças e dificultar qualquer tentativa de subtração de recém-nascidos.
O sistema será implantado gradativamente nas principais maternidades públicas do Estado, onde funcionará em regime de plantão 24 horas. O documento será emitido logo após o nascimento, ainda durante a internação da mãe e do bebê.
Equipes treinadas realizam a coleta das impressões digitais e dos dados biométricos da mãe e do recém-nascido, que passam a integrar o banco de dados do Instituto de Identificação. A partir desse cruzamento de informações, é emitida a Carteira de Identidade Infantil.
Além do documento, o bebê recebe uma pulseira de identificação com código exclusivo. Sempre que houver necessidade de deslocamento dentro da maternidade, a identificação será validada por meio da biometria, garantindo que a criança esteja acompanhada pela mãe ou por um responsável previamente autorizado.
De acordo com o diretor do Instituto de Identificação do Acre, Júlio César, a tecnologia representa um importante reforço na proteção dos recém-nascidos.
“Essa tecnologia oferece mais segurança e tranquilidade para as famílias. Nosso objetivo é eliminar o risco de troca de bebês e tornar praticamente impossível qualquer tentativa de retirada irregular das crianças dentro das maternidades”, destacou.
Além de funcionar como mecanismo de segurança, a Carteira de Identidade Infantil passa a ser o primeiro documento oficial da criança, acompanhando-a até a emissão do documento definitivo.
A expectativa do Governo do Acre é ampliar o serviço para todas as maternidades da rede estadual nos próximos meses, consolidando um sistema de identificação biométrica desde os primeiros momentos de vida.

