O bolsonarismo de Rondônia ganhou um problema que vai muito além da disputa pelo Senado: o Ministério Público Eleitoral quer impedir que o pecuarista Bruno Scheid, do PL, transforme o sobrenome Bolsonaro em atalho eleitoral.
O candidato registrou a pretensão de disputar a vaga usando o nome de urna “Bruno Bolsonaro Scheid”, embora Bolsonaro não faça parte de seu nome civil. Para o MPE, a manobra tem potencial para confundir o eleitor e criar artificialmente a impressão de que o candidato possui vínculo familiar com o ex-presidente.
A procuradoria já havia questionado o uso do sobrenome em redes sociais e atos de pré-campanha. Agora, com o registro eleitoral, a briga mudou de patamar: se insistir em manter o “Bolsonaro” na urna, Bruno pode enfrentar até o indeferimento da candidatura.
Em outras palavras: amizade política pode render foto, apoio e palanque. Mas, para o Ministério Público, não dá direito a herdar sobrenome — muito menos transformar o nome alheio em patrimônio eleitoral.

