Pular para o conteúdo
Apure-se

Quando a máquina pública parece virar assunto de família

Na Seict, as perguntas começam a se acumular — e as respostas precisam aparecer. Um de seus diretores está no centro de questionamentos que, se confirmados, merecem uma explicação pública detalhada. Há denúncias de que sua esposa ocupa uma CAS 8 na estrutura do governo, enquanto duas filhas estariam vinculadas a contratos de empresa terceirizada que atua no próprio órgão. A coincidência familiar já seria suficiente para exigir transparência. Mas o enredo fica ainda mais indigesto diante do escândalo envolvendo o contrato milionário para aquisição de um sistema de compras governamentais, negócio que entrou na mira do Tribunal de Contas. O TCE-AC determinou a suspensão dos pagamentos e apontou questionamentos sobre a execução do contrato, estimado em cerca de R$ 9,5 milhões, incluindo pagamentos realizados sem comprovação de que o sistema estivesse efetivamente disponível para utilização.

Seria dele o atesto da contratação. Se isso for confirmado nos documentos oficiais, a situação ganha uma dimensão ainda mais séria: de um lado, um contrato milionário sob questionamento; de outro, suspeitas de uma estrutura administrativa onde laços familiares também precisam ser devidamente esclarecidos.

E não é a primeira vez que o nome do cidadão é associado a questionamentos sobre sua atuação no serviço público. Há referências a seu envolvimento em episódios investigados na área da Saúde, entre 2019 e 2020, fatos que também são contextualizados com documentos que devem responsabilizá-lo no tempo da justiça.

No fim, a pergunta é simples: na Seict, quem está prestando contas de quê — e para quem?

Porque cargo público não é herança de família. E dinheiro público não pode ser tratado como negócio entre conhecidos. Quando aparecem parentes, terceirizados, contratos milionários e questionamentos dos órgãos de controle no mesmo enredo, a obrigação do governo não é fazer silêncio.

É abrir os documentos, explicar os atos e deixar a luz entrar.

Então..

Que haja luz !!

R

REDAÇÃO

Autor da publicação.