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Bêbado e em alta velocidade, advogado lotado na Casa Civil dirigia Jeep que atropelo e matou três pessoas neste domingo

O advogado João Victor Casas foi identificado como o motorista do Jeep Compass envolvido no grave acidente que matou três pessoas na manhã deste domingo (30), na BR-364, nas proximidades da chegada ao município de Feijó, no interior do Acre.

João Victor ocupa um cargo de alto escalão na Casa Civil do Governo do Acre,  com salário referente a uma CAS 8 (R$ 17 mil mensais) para o qual foi nomeado no dia 16 de maio deste ano. Antes, atuava na Consultoria Jurídica da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia.

Um vídeo obtido pela reportagem mostra o advogado bebendo (veja abaixo) e se divertindo com amigos na Expo Tarauacá poucas horas antes da tragédia. A eventual ingestão de álcool e as circunstâncias da colisão deverão ser esclarecidas por exames periciais e pela investigação policial.

Segundo relatos de testemunhas, o Jeep trafegava em velocidade extremamente elevada — estimada por populares em aproximadamente 160 km/h — quando atingiu violentamente duas motocicletas que seguiam no mesmo sentido da rodovia. A velocidade ainda precisa ser confirmada oficialmente pela perícia.

Com a força do impacto, morreram um casal que ocupava uma das motocicletas e um bombeiro civil que conduzia a outra. A passageira que estava com o bombeiro sobreviveu, mas foi socorrida em estado grave e permanece intubada. Oseringal deu em primeira mão o relato da tragédia, com duas mortes (veja mais abaixo). Uma terceira vítima fatal foi confirmada em seguida.

Depois de atingir as motocicletas, o Jeep saiu da pista e foi lançado em uma ribanceira. Apesar da destruição provocada pela colisão, João Victor não teria sofrido ferimentos graves. Ele foi retirado do local por amigos, alegando risco á sua integridade física.

O advogado foi detido pela polícia e retirado do local sob forte tensão. Populares que acompanhavam o resgate dos corpos se revoltaram e teriam tentado linchá-lo, ação impedida pelos agentes de segurança.

A polícia deverá apurar a velocidade desenvolvida pelo veículo, a possibilidade de ingestão de bebida alcoólica, a dinâmica exata da colisão e eventuais responsabilidades criminais. Até a divulgação de laudos ou de manifestação oficial das autoridades, não é possível afirmar categoricamente que o motorista estivesse embriagado.

A reportagem de O Seringal também busca esclarecimentos do Governo do Acre sobre as providências administrativas que serão adotadas diante do envolvimento de um ocupante de cargo de confiança da Casa Civil em uma tragédia com três mortes.

Entre os questionamentos estão a possibilidade de afastamento preventivo do servidor, a abertura de procedimento administrativo e a posição oficial do Estado diante da gravidade do episódio. O espaço permanece aberto para manifestação do advogado, de sua defesa e do Governo do Acre.

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REDAÇÃO

Autor da publicação.