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US Open: nova número 1, Rybakina bate Gauff e fará tira-teima com Sabalenka

US Open: nova número 1, Rybakina bate Gauff e fará tira-teima com Sabalenka

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Numa batalha emocionante, a cazaque Elena Rybakina, nova número 1 do mundo na WTA, venceu de virada a norte-americana Coco Gauff por 3-6, 6-4 e 6-4, nesta quinta-feira (11), e está na final do US Open pela primeira vez na carreira.

Na grande decisão, a tenista vai encarar a bielorrussa Aryna Sabalenka, exatamente quem foi destronada por ela do topo do ranking que ocupou por quase dois anos. O jogo será no sábado (12), às 16h (de Brasília), em Nova York.

A partida no estádio Arthur Ashe foi recheada de reviravoltas. Após perder o primeiro set, Rybakina chegou a sacar para fechar o jogo em 5-3 no set decisivo, mas acabou sendo quebrada por uma incansável Coco Gauff, campeã em 2023.

Depois da quebra, porém, Coco Gauff vacilou no saque e sucumbiu à frieza implacável de Rybakina, para decepção do público local que tentava empurrar a jovem norte-americana nos minutos finais, entre elas a ex-primeira-dama Michelle Obama.

Rivalidade entre Rybakina e Sabalenka ganha novo capítulo

O resultado leva Rybakina e Sabalenka à terceira final de Grand Slam entre elas, e a primeira fora do Australian Open, palco dos dois encontros anteriores entre as tenistas em decisões de majors.

Em 2023, Sabalenka levou a melhor por 4-6, 6-3 e 6-4, conquistando ali seu primeiro título de Grand Slam na carreira, então com 24 anos. A revanche veio neste ano de 2026, quando Rybakina virou o placar e venceu por 6-4, 4-6 e 6-4, faturando seu segundo Grand Slam.

Ou seja, o retrospecto entre as duas em decisões de Slam está empatado em 1 a 1, e o duelo em Nova York serve como desempate valendo o título mais recente disputado pelas duas.

Rybakina também superou a rival no WTA Finals, no fim de 2025, mas foi derrotada por Sabalenka nos WTA 1000 de Indian Wells (final) e Miami (semifinal) de 2026, ambos já depois da vitória da cazaque na final do Australian Open.

No total, as duas tenistas já se enfrentaram 17 vezes, com dez vitórias para Sabalenka e sete para Rybakina.

Sabalenka busca 3º título seguido; Rybakina, feito inédito

Para Sabalenka, o desafio é duplo: além de enfrentar a rival direta que a superou na primeira grande decisão do ano, ela mira o tricampeonato em Nova York, o que a igualaria a Serena Williams (2012-2014) como única tricampeã seguida do US Open na Era Aberta.

Já para Rybakina, o troféu inédito representaria seu terceiro título de Grand Slam e a tornaria a sexta mulher desde 1988 a vencer os dois majors de quadra dura da temporada (Austrália e US Open) no mesmo ano, além de coroar sua ascensão à posição de número 1 do mundo, assumida nesta semana.

Sabalenka não recupera o nº 1 mesmo vencendo a final

Mesmo se levar o tricampeonato em Nova York, Sabalenka não vai conseguir tirar Rybakina do posto de número 1 do mundo no tênis feminino.

A explicação está na matemática do ranking, não no resultado da decisão. Sabalenka defende os 2.000 pontos do título de 2025, então, mesmo vencendo o US Open novamente, ela não ganha pontos líquidos: apenas repõe o que já tinha.

Rybakina, por outro lado, defendia pouquíssimos pontos (havia parado na 4ª rodada em 2025), então qualquer resultado a partir das quartas já representava ganho líquido expressivo. Com a semifinal, a vantagem que ela abriu se tornou grande demais para Sabalenka reverter, mesmo com o título.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por luccasoliveira.

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luccasoliveira

Autor da publicação.