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Cármen Lúcia deveria ter repreendido Gilmar em sessão, diz especialista

Cármen Lúcia deveria ter repreendido Gilmar em sessão, diz especialista

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O jurista e professor Wálter Maierovitch manifestou decepção com a postura da ministra Cármen Lúcia durante a sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) realizada nesta terça-feira (15). Ao WW, ele avaliou que, apesar de a ministra ter pedido desculpas ao país e declarado tristeza com os acontecimentos, ela deveria ter ido além.

Para Maierovitch, Cármen Lúcia perdeu a oportunidade de repreender o ministro Gilmar Mendes pelo seu comportamento durante o julgamento.

“Ela deveria, até em razão dessa decepção dela, dar uma enquadrada no Gilmar Mendes”, afirmou o jurista. Segundo ele, a questão não é de ordem jurídica, mas comportamental.

Comparação com o macartismo e crítica a Alexandre de Moraes

Maierovitch também teceu críticas ao ministro Alexandre de Moraes, comparando sua postura a uma tática utilizada durante o período do macartismo.

Segundo o jurista, essa tática consiste em “atacar e não se defender, não admitir nunca que errou e não admitir nunca que perdeu”. Para ele, essa é exatamente a estratégia adotada por Moraes, e que pode ser observada “a todo momento”.

Ausência de Celso de Mello e a degradação do tribunal

O especialista também lamentou a saída do ex-ministro Celso de Mello do STF, apontando que, desde então, o tribunal teria passado por um processo de degradação. “Depois que saiu o Celso de Mello, a coisa desandou totalmente”, declarou Maierovitch.

Ele destacou que Celso de Mello, na condição de decano — cargo que remete à experiência, ponderação e equilíbrio —, exercia um papel fundamental ao intervir, acalmar os ânimos e manter o tribunal nos trilhos.

Ao final, Maierovitch fez uma avaliação contundente sobre o atual estado do Supremo. “O que está se vendo agora? Uma degradação, um desrespeito. Quem respeita o Supremo nesse país?”, questionou.

Ele também comentou sobre o que chamou de clima de “assembleia” e “torcida organizada” nas discussões que envolvem o tribunal, destacando que a única diferença visível em relação a esse tipo de ambiente seria a ausência de toga nos participantes.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por afonsobenites.

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afonsobenites

Autor da publicação.