O tenente da reserva remunerada da Polícia Militar do Acre, Reginaldo de Freitas Rodrigues, está sendo julgado nesta quinta-feira, 17, pelo feminicídio da esposa, Ionara Silva Nazaré.
A sessão ocorre no plenário da 1ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Criminal de Rio Branco.
Reginaldo responde pelo crime de feminicídio com as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
A denúncia do Ministério Público do Acre também aponta o agravante de o crime ter sido praticado na presença das filhas de Ionara.
Segundo a denúncia, Ionara foi morta com quatro tiros de uma pistola calibre .40, pertencente ao Estado.
O crime aconteceu na madrugada de 27 de setembro de 2025, na residência do casal, localizada na Rua da Maçã, no bairro Mocinha Magalhães, em Rio Branco.
Após o feminicídio, o militar da reserva fugiu do local.
Ele foi preso três dias depois, ao se apresentar na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Durante a fase de instrução do processo, a defesa de Reginaldo recorreu da decisão e alegou que ele teria agido em legítima defesa. A tese apresentada era de que Ionara teria se apoderado da arma utilizada no crime.
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre negou o recurso e manteve o réu submetido ao julgamento pelo Tribunal do Júri. Os desembargadores também mantiveram as qualificadoras apontadas na denúncia.
Agora, caberá aos jurados analisar as provas apresentadas durante o julgamento e decidir sobre a responsabilidade de Reginaldo de Freitas Rodrigues pela morte da esposa.
A pena prevista para o crime de feminicídio é de 20 a 40 anos de prisão.
O Júri decide: tenente que matou esposa a tiros começa a ser julgado em Rio Branco

