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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (17) que o governo estuda novas medidas para conter o endividamento das famílias.
O chefe da economia afirmou que as duas edições do programa Desenrola foram “doses de vacina”, e que o governo segue pensando em novos meios de ajudar “as pessoas a virar a página” do endividamento.
“O Desenrola 1 foi uma primeira vacina que foi um exemplo, o Desenrola 2 foi uma segunda vacina, e nós como temos ainda presente o problema do endividamento, vamos seguir pensando em oferecer novas vacinas para que a gente ajude as pessoas a virar a página”, explicou.
O aviso ocorre em meio ao cenário de recordes seguidos nos índices de endividamento e inadimplência.
Dados o BC mostram que nadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional avançou para 4,9% em julho, a maior da série histórica iniciada em 2011.
É uma alta de de 0,3 p.p. no mês e de 0,9 p.p. em 12 meses. Com isso, o resultado de julho ultrapassou o recorde anterior, registrado em maio quando a taxa de inadimplência estava em 4,7%. Em junho, o percentual estava em 4,6%.
Já dados da CNC (Confederção Nacional do Comércio) mostram a proporção de consumidores com contas em atraso subiu de 30% em julho para 30,4% em agosto, maior nível de inadimplência da série histórica da PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), iniciada em janeiro de 2010.
Reajuste do Bolsa Família
A fala do ministro ocorreu em uma cerimônia no Palácio do Planalto em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um reajuste monetário no programa Bolsa Família.
O piso do benefício sai de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777.
Durigan afirmou ainda que o governo deve seguir buscando outras medidas para estruturar caminhos de crédito mais baratos e mais sustentáveis para as famílias, e também evitar qualquer abuso.
Ainda sobre o reajuste do Bolsa Família, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse que o novo valor corresponde à recomposição da inflação, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). O reajuste será de 15,04%.
O benefício no valor corrigido começará a ser pago em outubro. Para este ano, o impacto fiscal é de R$ 5,8 bilhões. A previsão é de que o reajuste custe R$ 22 bilhões em 2027. O governo ajustará o Ploa (Projeto de Lei Orçamentária Anual) que enviou ao Congresso Nacional.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por elisbarreto.

