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Após o rapper Macklemore revelar na segunda-feira (14) que foi demitido da turnê de Ed Sheeran, 35, depois de fazer declarações pró-Palestina durante um show, os preços dos ingressos da turnê do britânico têm despencado nas últimas horas.
Segundo informações do TMZ, desde o começo da semana até o momento, o valor das entradas para a apresentação de Sheeran na Filadélfia, marcada para sábado (19), caiu 24%, partindo de US$ 126 (R$ 649) para US$ 96 (R$ 494).
Ainda que esteja ultrapassando uma redução esperada, representantes da TicketData informaram ao portal norte-americano que, nos últimos 17 shows, os preços dos ingressos também caíram 22% nas duas semanas que antecederam o concerto.
Além da diminuição do valor das entradas, Sheeran pediu um reforço da proteção policial nos arredores do local no qual performará neste final de semana. O aumento da segurança ocorreu após o anúncio de que um grupo de manifestantes pró-Palestina se reunirá na frente do estádio Lincoln Financial Field em apoio à saída de Macklemore e das outras atrações que também deixaram a turnê.
“Nossos policiais estão conversando com a equipe dele para garantir que todas as medidas apropriadas sejam tomadas para sua segurança”, detalhou Jasmine Reilly, porta-voz do Departamento de Polícia da Filadélfia, ao TMZ.
As fontes do site ainda completaram, confirmando que um time de policiais estará posicionado dentro e fora do estádio, e os fãs terão que passar por detectores de metal e revistas pessoais antes de adentrar a locação.
Até o momento, porém, Ed Sheeran não comentou sobre as mudanças ou preocupações para o show e manteve a data no calendário de sua turnê. Em dezembro deste ano, ele passará pelo Brasil, onde fará duas apresentações no Nubank Parque, na capital paulista.
Relembre as declarações de Macklemore
Na segunda-feira (14), Macklemore publicou um longo pronunciamento explicando o motivo por trás de sua saída da turnê. Reforçando seu compromisso com pautas humanitárias, o compositor abriu a publicação destacando que nenhuma das pessoas envolvidas “são vítimas” e que o público não deveria “deixar de continuar olhando para o povo palestino, que são as verdadeiras vítimas”.
“Ed é meu amigo. Eu o conheço há 13 anos. Já compartilhamos conversas tarde da noite, sessões no estúdio e palcos. Ele tem essa magia contagiante que aprendi a amar. Eu o considero como um irmão. E, por isso, tivemos algumas conversas difíceis nesta última semana”, afirmou.
Em seguida, o rapper relembrou o discurso que ele e Pink fizeram no palco no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no último dia 4, pedindo “paz em Gaza e na Cisjordânia”, e afirmou que Robert Kraft, um dos grandes empresários da NFL (Liga Nacional de Futebol Americano) e dono do New England Patriots, teria tido influência em sua exclusão da tour.
Ao longo do texto, o norte-americano criticou a posição “apolítica de Ed e de muitos outros envolvidos”, mas afirmou entender que “escolher um lado custa dinheiro, parceiros, investidores, festivais, relações e acesso”.
“Eu não precisava de 10 shows do Ed. Eu precisava de dois. Duas chances de estar na frente de 90 mil pessoas e dizer as palavras que, de alguma forma, tornaram-se perigosas demais para serem ditas. Palestina livre”, finalizou.
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Ed Sheeran nega decisão e comenta declarações de Macklemore
Cerca de um dia depois, na última quarta-feira (16), o cantor se pronunciou por meio de uma publicação em seu Instagram, negando que a decisão de demitir o colega teria partido dele.
“O contrato do Macklemore para a turnê era com o promotor, não comigo. Eu nunca decepcionaria os fãs que se planejaram, nem abandonaria a equipe da turnê, os outros atos de abertura e os músicos que dependem de mim para trabalhar e se sustentar”, escreveu.
Ao comentar o caso, Sheeran disse estar “horrorizado com o conflito entre Israel e Palestina”, mas que, após o discurso de Macklemore, os locais dos próximos shows de sua turnê comunicaram que cancelariam as apresentações caso ele continuasse participando.
“Eu não sou cúmplice. Tenho minhas opiniões pessoais sobre este conflito devastador. Só porque escolho não falar publicamente, não significa que eu não as tenha e nem que eu não me importe. Tampouco significa que eu não apoie causas da minha própria maneira, pessoal”, rebateu o artista, mencionando a parte em que Macklemore criticou sua “postura pública apolítica”.
Por fim, Sheeran afirmou que passou a última semana “tentando construir pontes, encontrar uma solução e, infelizmente, não consegui. Eu sei quem sou, tanto como pessoa quanto como artista, e aqueles que conhecem meu coração também conhecem meus valores”.
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*Sob supervisão de Ana Beatriz Dias, da CNN Brasil
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por luizazequim.

