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Por mais que desempenhem funções diferentes, os sentidos do corpo humano podem se relacionar e influenciar nas escolhas de tarefas cotidianas. Um novo estudo da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, na China, sugere que o paladar e a audição trabalham juntos em uma corrente de influência relacionada ao ritmo da música e à escolha do que comer.
Baseado em quatro experimentos, publicados na revista npj, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a música de fundo com baixa intensidade emocional (músicas tranquilas) funciona como um sinal atmosférico que apoia o consumo de alimentos mais saudáveis.
No primeiro experimento, realizado em uma cafeteria universitária, 18,94% das escolhas (75 de 396 itens) foram de alimentos saudáveis, em comparação com 13,59% (70 de 515 itens) na condição de alta ativação (músicas agitadas).
Já nos experimentos seguintes, os pesquisadores aplicaram a mesma técnica em um ambiente controlado. Testando os participantes com músicas no estilo hip-hop, jazz e faixas combinadas com ruídos de fundo, eles perceberam que aqueles expostos a músicas de ritmo tranquilo escolheram pratos mais saudáveis.
A hipótese dos pesquisadores é uma relação de congruência, em que a influência de escolha do prato combina com o ambiente e os elementos de onde estão inseridos. Dessa forma, um ambiente que transmite conforto pode fazer com que alimentos associados a uma alimentação saudável pareçam mais adequados à situação.
“A música de fundo é um recurso ambiental de baixo custo que os operadores podem ajustar sem alterar cardápios, preços ou o layout. Em consonância com as conclusões apresentadas (no estudo), as empresas que buscam promover alimentos saudáveis devem considerar o nível de estímulo de suas playlists, em vez de se basearem apenas em classificações de gênero”, sugerem os autores do estudo.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por Giovanna Csiszar.

