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Dólar cai e Bolsa sobe com reviravolta causada por fala de Trump sobre Irã

Dólar cai e Bolsa registra 10ª queda seguida. Petróleo volta a US$ 90
Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

O dólar registrou leve queda de 0,11% sobre o real, cotado a R$ 5,10, nesta terça-feira (22/9). Por ser pequena, a variação indicou estabilidade no câmbio. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 0,46%, aos 187,4 mil pontos.

Os mercados de câmbio e de ações viraram durante a tarde, depois de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito da guerra com o Irã.

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A repórteres, o republicano disse que autoridades americanas se reuniram com uma delegação iraniana por cerca de três horas, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. De acordo com Trump, o encontro foi “muito produtivo”, o que reacendeu a perspectiva de um acordo entre os dois países.

Além disso, um alto funcionário de Teerã afirmou que o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de um quinto da produção mundial de petróleo, pode ser reaberto em sete dias. Para isso, Washington deve reduzir a pressão militar e suspender o bloqueio de portos iranianos.

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Por fim, circularam notícias de que a Arábia Saudita retomou, embora parcialmente, a operação do oleoduto Leste-Oeste, uma via de escoamento de petróleo que serve como alternativa a Ormuz.

Petróleo cai

Diante desse cenário, o preço da commodity caiu pelo quinto pregão seguido. Os contratos para novembro do barril do tipo Brent recuaram 1,09%, a US$ 99,25. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, baixou 1,24%, a US$ 94,59 por barril.

Câmbio parelho

Apesar de alguns solavancos, o movimento do câmbio no Brasil seguiu, em grande medida, a tendência global. O índice DXY, por exemplo, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis divisas de economias desenvolvidas (como o euro, o iene e a libra esterlina), registrava pequena elevação de 0,09%, aos 100,51 pontos, às 16h20.

Ata do Copom

No ambiente interno, os investidores acompanharam a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), realizada na quarta-feira (16/9). Na ocasião, o Copom cortou a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual para 13,75% ao ano.

A ata não trouxe grandes novidades em relação ao comunicado veiculado na quarta-feira passada. Na avaliação da Warren Investimentos, na prática, o documento manteve o padrão adotado no comunicado, com alterações mínimas em relação à reunião anterior, reforçando a tese de continuidade da atual estratégia de calibração da Selic com cortes de 0,25 ponto percentual.

Análise

João Vitor Saccardo, responsável pela mesa de renda variável da Convexa, observa que a ata do Copom e o cenário eleitoral sem grandes novidades pesaram pela manhã no Ibovespa. “Mas houve uma virada depois das declarações de Trump”, diz.

Rafael Dadoorian, especialista em renda fixa da mesma corretora, destaca que os juros futuros operaram em queda, embora tenham perdido força ao longo da sessão, com recuos entre 3 e 5 pontos-base nos DIs perto do fechamento.

“No cenário doméstico, os investidores repercutiram a ata da última reunião do Copom, num documento que reforçou a percepção de desaceleração da atividade econômica, mas preservou uma postura cautelosa para os próximos passos da política monetária”, diz.

Dadoorian acrescenta que também houve alívio nos rendimentos dos Treasuries e nos preços do petróleo no exterior. “Os juros dos títulos americanos recuaram nesta terça, acompanhando a queda do petróleo, em meio às perspectivas de melhora na oferta da commodity no Oriente Médio”,afirma. “O ambiente externo, portanto, pode ter contribuído para a retirada adicional de prêmio dos DIs, embora o movimento doméstico tenha sido mais moderado nesta tarde.”


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles.

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Metrópoles

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