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Ponte sobre o Caeté interditada há 2 anos, avaria cresce e obra está abandonada: DNIT deve explicações sobre a passagem pela BR-364 no inverno

Imagens enviadas ao O Seringal mostram acampamento sem trabalhadores no momento da gravação. Com a chegada das chuvas, população quer saber se a travessia provisória suportará o aumento do nível do rio.

Moradores da região do Rio Caeté, no trecho da BR-364 após Sena Madureira em direção a Manoel Urbano, enviaram ao O Seringal imagens que, segundo eles, mostram o agravamento das avarias na ponte de concreto. Os denunciantes afirmam que a abertura na região de encontro da ponte com seus apoios teria aumentado quase um metro ao longo de cerca de dois anos.

As imagens também mostram o acampamento da obra vazio no momento do registro. Para os denunciantes, a ausência de trabalhadores levanta a suspeita de que a empresa responsável pelos reparos tenha deixado o serviço. Cabe ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informar se os trabalhos estão em andamento, suspensos ou paralisados e por quê. “O pilar afastou completamente. O acampamento da empresa está vazio e levaram tudo daqui”, relata o internauta (ouça abaixo);

A situação ganha urgência com o avanço do período chuvoso. Moradores relatam que o nível do Caeté já começa a subir e temem que a água comprometa os acessos (um desvio em terra batida) usados pelos veículos enquanto a ponte de concreto permanece interditada. A pergunta é direta: qual é o plano para manter o tráfego entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul caso as chuvas prejudiquem a travessia provisória?

O próprio DNIT informou, em junho, que a interdição da ponte de concreto era necessária para executar um reforço estrutural. Na ocasião, anunciou um contrato emergencial de aproximadamente R$ 10 milhões, com previsão de conclusão até o fim de 2026, e indicou que o tráfego seria desviado por uma ponte metálica provisória instalada ao lado. A autarquia atribuiu o problema à movimentação do solo nas margens do rio.

A tal ponte metálica não veio e o prazo dado pela instituição federal está quase no fim.

Diante dos novos relatos, o DNIT precisa esclarecer quando ocorreu a última inspeção da estrutura, qual é o estágio da obra, se há equipes atuando no local e que medidas serão adotadas para garantir a passagem durante as chuvas. Também deve explicar se o desvio atualmente utilizado continua seguro e em quais condições poderá operar com a elevação do rio.

A BR-364 é a ligação terrestre da capital com municípios como Manoel Urbano, Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul. Para quem depende dela, a resposta não pode esperar que a água chegue ao acesso. O Seringal mantém espaço aberto para manifestação do DNIT e da empresa responsável pela obra.

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REDAÇÃO

Autor da publicação.