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Seca pode dificultar abastecimento de térmicas em Roraima, diz Âmbar

Seca pode dificultar abastecimento de térmicas em Roraima, diz Âmbar

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A seca severa prevista para a região Norte do Brasil pode dificultar o transporte de combustível para termelétricas que abastecem comunidades isoladas em Roraima. Em documento enviado à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a Âmbar Energia Roraima (Antiga Amazonas Energia) informou que prevê reforçar os estoques e utilizar embarcações menores para alcançar localidades onde a baixa do nível dos rios dificulta a navegação.

A distribuidora tem 23 unidades de geração própria termelétrica destinadas ao atendimento de localidades situadas em regiões com características operacionais e logísticas específicas. Desse total, 11 estão localizadas em comunidades situadas em Terras Indígenas e 12 ficam na região do Baixo Rio Branco para atendimento a comunidades ribeirinhas, com acesso predominantemente fluvial.

A seca não deve causar impactos diretos e significativos sobre a capacidade de geração dessas unidades. A preocupação é com a questão logística de transporte do combustível.

Para abastecer as usinas do Baixo Rio Branco, a empresa utiliza uma balsa-tanque com capacidade de até 200 mil litros. Em condições usuais, a embarcação transporta cerca de 160 mil litros, volume dimensionado para permanecer na região por três meses, realizando entregas sem precisar retornar para recompor o estoque.

Durante a estiagem, a Âmbar prevê elevar o carregamento, podendo atingir a capacidade máxima da balsa. A medida busca preservar essa autonomia logística diante da expectativa de maior consumo e de possíveis dificuldades de navegação.

No mesmo documento, a companhia informou que não dispõe de um plano formal de manutenção preventiva estruturado por equipamento para as 21 usinas sob sua gestão direta no período de outubro de 2026 a fevereiro de 2027. A solicitação da Aneel pedia o planejamento das manutenções por usina, com coordenação das intervenções para evitar indisponibilidades simultâneas de máquinas.

A distribuidora afirma que, considerando a idade e as características dos geradores, realiza acompanhamento periódico das condições operacionais e visitas, em regra, mensais. Nessas ocasiões, são feitas inspeções, substituição de filtros, reposição de insumos e outras intervenções de rotina. Quando um problema não pode ser resolvido durante a visita, o serviço é programado conforme sua gravidade e as condições de funcionamento da unidade.

Para a estiagem, a empresa diz que buscará antecipar as intervenções identificadas nas inspeções, quando tecnicamente possível, e coordenar as paradas dos equipamentos para reduzir o risco de interrupção do atendimento. Nas duas unidades operadas por contratos de locação, a manutenção é de responsabilidade das contratadas. Esses contratos têm término previsto para outubro, e a Âmbar informa que avalia alternativas para a continuidade do serviço, incluindo assumir diretamente a gestão das instalações.

Quanto ao combustível, a companhia afirmou que, até a data da carta, não havia identificado restrições de fornecimento por parte do supridor. Para as unidades com acesso terrestre, mantém uma estrutura de armazenamento em Boa Vista com capacidade de pouco mais de 800 mil litros. O documento não informa o volume efetivamente estocado nessa estrutura.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por robsonrodrigues.

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robsonrodrigues

Autor da publicação.

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