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Sozinhos. Mantidos em cativeiro por semanas, meses ou anos. Confinados nas casas dos sequestradores ou em túneis do Hamas enquanto a guerra acontecia acima deles. Ex-reféns israelenses capturados em 7 de outubro dizem que agora valorizam até os menores momentos de liberdade.
O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 foi o dia mais letal da história de Israel. Os rebeldes invadiram vilarejos, um festival de música e bases militares, matando 1.200 pessoas e levando 251 reféns para Gaza.
Entre eles estavam civis, soldados, homens, mulheres, crianças e idosos, israelenses e estrangeiros. A maioria foi libertada em troca de prisioneiros palestinos durante as tréguas entre Israel e Hamas, mas dezenas não sobreviveram.
“Estou tentando inspirar as pessoas e dar esperança a elas”, disse Emily Damari, de 30 anos, que foi sequestrada ferida de sua casa no kibutz Kfar Aza e libertada em janeiro de 2025.
Damari se casou recentemente e lançou uma marca de roupas em Israel.
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“Acredito que fazer essas coisas é uma forma de manter minha mente em um lugar positivo e não no trauma pelo qual passei. Estou usando isso de uma maneira positiva para reconstruir as coisas”, disse Damari. “Isso está me levando à Emily que sou hoje. É quase a mesma pessoa, mas com algumas coisas a mais.”
Damari perdeu dois dedos quando foi baleada no dia em que foi sequestrada. O gesto de levantar a mão ferida ao retornar do cativeiro se tornou um símbolo e até o logotipo de sua marca de roupas, que traz o slogan “nunca perca a si mesma”.
Para Emily Hand, o mar se tornou um lugar para escapar das lembranças dolorosas e encontrar uma sensação de tranquilidade.
A irlandesa-israelense de 11 anos, que foi sequestrada do kibutz Beeri durante os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 e mantida como refém em Gaza por 50 dias, recorreu ao surfe como parte de sua recuperação do trauma.
Na praia de Zikim, no sul de Israel, Emily participa de sessões de surfe terapêutico promovidas pela ONG israelense HaGal Sheli, ou “Minha Onda”, que usa o surfe para ajudar jovens a lidar com traumas.
“É como se o mar me curasse”, disse Emily, descrevendo como estar na água com sua prancha a ajuda a se desconectar da realidade.
Três anos após seu sequestro, o trauma não desapareceu. Emily tinha apenas oito anos de idade quando foi capturada e seu pai, Thomas, chegou a pensar que ela havia morrido.
Emily diz que ainda tem medo do escuro e de ficar sozinha à noite e, às vezes, acorda de sonhos sobre 7 de outubro e vai dormir ao lado do pai.
Mas, na água, ela diz que se sente mais forte.
“Hoje, sinto que não consigo superar tudo, mas consigo superar muitas coisas”, disse ela. “Depois de 7 de outubro, sinto que me tornei muito mais forte.”
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por jessicapetrovna1.

