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Os formuladores de política monetária do Federal Reserve estavam divididos no mês passado quanto aos fundamentos para o aumento das taxas de juros, com “alguns participantes” considerando o aumento necessário para conter o impacto dos choques nos preços da energia e outros choques de preços, enquanto um grupo via a medida como necessária para proteção contra a inflação emergente impulsionada pela demanda.
Os argumentos opostos foram descritos na ata da reunião do banco central dos Estados Unidos realizada em 15 e 16 de setembro, na qual o Fed votou por unanimidade pelo aumento de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, mesmo com as autoridades discordando se a medida era essencialmente preventiva ou representava uma mudança para uma política monetária significativamente mais restritiva, destinada a conter investimentos e gastos.
Essa divisão, aliada às diferentes interpretações sobre a situação atual da economia, prenuncia um debate provavelmente acirrado na reunião de política monetária de 27 e 28 de outubro sobre se a inflação assumiu uma dimensão mais ampla, impulsionada pela demanda, que justifique novas medidas do Fed neste momento.
“Muitos participantes enfatizaram que uma trajetória mais elevada para a faixa-alvo seria prudente do ponto de vista da gestão de riscos, servindo como garantia contra a inflação permanecer persistentemente acima da meta devido a uma demanda mais forte do que o esperado ou a novos choques adversos de oferta”, afirmou a ata da sessão, divulgada nesta quarta-feira (7).
Outros, por sua vez, consideraram a “taxa de juros mais alta” aprovada em setembro importante para impedir que os recentes choques de energia e outros choques de preços tivessem uma influência mais ampla sobre os preços, enquanto “alguns” justificaram seu apoio ao aumento como uma adequação ao que consideravam uma taxa de juros neutra estimada mais elevada.
“Vários participantes afirmaram que consideravam a taxa de juros atual não restritiva ou apenas levemente restritiva”, indicou a ata. “A maioria dos participantes avaliou que outro aumento na faixa-alvo para a taxa de fundos federais provavelmente seria apropriado até o final do ano.”
Os investidores, que nos dias seguintes à reunião de setembro esperavam aumentos sucessivos da taxa, reduziram desde então suas apostas e agora acreditam que o Fed manterá sua taxa de juros na faixa de 3,75% a 4% em sua reunião no final deste mês, pouco antes das eleições legislativas de meio de mandato, mas que fará um novo aumento na reunião de 8 e 9 de dezembro.
Após a divulgação de dados de emprego e inflação mais fracos do que o esperado, os comentários recentes de autoridades do Fed reforçaram a percepção de que os formuladores de política monetária agora concederiam algum tempo para que novos dados mostrassem se a inflação subjacente estaria recuando dos níveis atuais — que estão mais de um ponto percentual acima da meta do Fed — ou se se mostraria mais persistente.
No entanto, os argumentos apresentados na reunião de setembro persistiram, com algumas autoridades monetárias também afirmando que consideram necessários aumentos de juros mais frequentes e mais rápidos, o que pode levar a um resultado dividido e a várias dissidências na reunião no final deste mês.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por joaonakamura.

