O papa Leão XIV conversou com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, por telefone nesta sexta-feira (16), pedindo que haja um cessar-fogo para permitir a entrada de ajuda e suprimentos alimentares na cidade ucraniana de Oleshky, ocupada pela Rússia, informou o Vaticano.
O pontífice expressou “profunda preocupação” com a situação humanitária na cidade, que foi tomada pelas forças russas em fevereiro de 2022 e que enfrenta um agravamento da crise alimentar.
Sabe-se que Leão XIV e Putin conversaram uma vez anteriormente, em junho de 2025. O papa também reafirmou o compromisso da Santa Sé com quaisquer iniciativas em prol da paz, acrescentou o Vaticano.
O líder da Igreja Católica, de 71 anos, está em recuperação no hospital Gemelli, em Roma, após uma cirurgia para tratar um câncer de pulmão.
O Vaticano informou, ainda nesta sexta-feira, que ele apresenta uma melhora constante e já consegue trabalhar e realizar suas atividades diárias normais.
Putin apoia pedido para auxílio a civis em Oleshky, diz Kremlin
Por sua vez, Vladimir Putin disse ao papa Leão XIV que apoia a iniciativa do Vaticano para ajudar a levar suprimentos a civis na cidade de Oleshky e que está disposto a cooperar nessa questão.
“A intenção do Vaticano de ajudar a criar as condições necessárias para garantir a segurança da população da cidade e organizar o fornecimento de itens essenciais recebeu apoio”, declarou o Kremlin em um comunicado.
“Ficou acertado que haverá cooperação nessa questão”, adicionou a nota.
Situação humanitária grave em Oleshky
Rússia e Ucrânia acusam-se mutuamente de bloquear o envio de suprimentos para a população de Oleshky, que as forças ucranianas pretendem retomar.
O governo russo reconheceu a existência de problemas críticos relacionados a alimentos e suprimentos médicos na cidade, afirmando que suas forças militares estão trabalhando para resolvê-los.
Oleshky, localizada na região de Kherson, na Ucrânia, tinha uma população de cerca de 24 mil habitantes antes da guerra e ainda abriga aproximadamente 1.700 residentes, incluindo 47 crianças, segundo Danielle Bell, chefe da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por tiagotortella.

