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Incêndios na Amazônia: aulas seguem suspensas em Manaus por ar “péssimo”

Manaus tem aumento de atendimentos respiratórios por má qualidade do ar

As aulas presenciais da rede municipal de ensino de Manaus seguem suspensas nesta segunda-feira (19) devido à baixa qualidade do ar provocada pela fumaça das queimadas.

Segundo a Sepdec (Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil), a capital amazonense amanheceu no domingo (18) com qualidade do ar classificada como péssima.

Às 6h, a concentração média de partículas finas (MP2,5) chegou a 150,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³), conforme a leitura de 14 sensores da plataforma PurpleAir.

Diante do risco de agravamento das condições atmosféricas, a prefeitura de Manaus decidiu manter a suspensão das aulas como medida preventiva para reduzir a exposição à fumaça e preservar a saúde da população.

Professores devem manter atividades pedagógicas

Apesar da suspensão das aulas presenciais, os professores da rede municipal deverão seguir as orientações pedagógicas encaminhadas anteriormente pela Semed para dar continuidade ao processo de ensino e aprendizagem e reduzir possíveis prejuízos aos estudantes.

A prefeitura atribui a piora da qualidade do ar ao novo aumento dos focos de calor no interior do Amazonas, que contribui para a chegada de fumaça à capital.

Universidades também suspendem atividades

A UFAM (Universidade Federal do Amazonas) e a UEA (Universidade do Estado do Amazonas) também divulgaram comunicados cancelando as atividades presenciais. Veja detalhes:

A Prefeitura atribui a piora da qualidade do ar ao novo aumento dos focos de calor no interior do Amazonas. • uea ufam

Nota técnica alerta para riscos à saúde

Uma nota técnica conjunta da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) orienta sobre o monitoramento e a prevenção de problemas possivelmente relacionados à exposição à fumaça.

O documento cita sintomas como tosse seca, falta de ar, irritação nos olhos, nariz e garganta, coriza, dor de cabeça e cansaço.

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas estão entre os grupos mais vulneráveis.

Entre as recomendações estão reduzir o tempo de exposição à fumaça, evitar atividades físicas ao ar livre quando a qualidade do ar estiver prejudicada e acompanhar os alertas divulgados pelas autoridades.

Riscos à saúde

A exposição à fumaça pode provocar irritação nos olhos, tosse, falta de ar e outros problemas respiratórios. Crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças respiratórias estão entre os grupos que exigem atenção especial.

Entre as recomendações divulgadas pela Defesa Civil estão manter a hidratação, utilizar máscaras do tipo PFF2 (peça facial filtrante de classe 2), evitar exercícios físicos e acompanhar os alertas oficiais enquanto persistirem as condições desfavoráveis.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por luisehomobono.

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luisehomobono

Autor da publicação.

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