Um relatório da agência de ratings Fitch publicado nesta quarta-feira (21) mostrou que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil deve desacelerar de 1,9% em 2026 para 1,4% em 2027, puxado principalmente pela taxa de juros e expectativa de uma política fiscal mais contracionista.
De acordo com o documento, a Selic deve atingir 11,75% até o final de 2027, mas a taxa pode cair ainda mais caso seja realizado um ajuste fiscal significativo. A expectativa para o ano que vem fica abaixo do que apostam a maioria dos economistas.
Atualmente, a taxa básica de juros está em 13,75%. Até o final do ano, o mercado aposta em mais dois cortes de 0,25 ponto percentual, segundo o último Boletim Focus apresentado pelo BC. Para 2027 e 2028 a taxa ficou em 12% e 10,50% pela 18ª e 16ª vez, respectivamente.
Neste ano, o Banco Central se reúne mais duas vezes para decidir sobre os juros brasileiros: nos próximos dias 3 e 4 de novembro, e 8 e 9 de dezembro.
Cenário fiscal
Sobre cenário fiscal, a Fitch acredita que independente de quem vença a eleição presidencial de 2026 – cujo segundo turno está marcado para o próximo domingo, em 25 de outubro -, este será um dos desafios a ser enfrentados.
Em relatório, a Fitch justificou a expectativa de um aperto nas contas públicas citando o fato de o déficit orçamentário do país já estar acima de 8% do PIB e de a relação dívida/PIB superar 80%.
A agência ressaltou que o Banco Central ainda deverá manter os juros reais elevados em meio a expectativas de inflação desancorada e à persistência da inflação de serviços.
“Isso manterá elevado o comprometimento do setor privado com o serviço da dívida e limitará o consumo das famílias, o investimento das empresas e o crescimento do crédito, mesmo com a queda dos juros nominais.”
*Com informações da Agência Estado e Reuters.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por manuelasilva.

