Uma reportagem publicada pela revista piauí nesta quarta-feira (21) trouxe novas revelações sobre o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a publicação, ele teria participado, em julho de 2020, de uma festa privada em uma lancha no Lago Paranoá, em Brasília, ao lado de lobistas, empresários e três garotas de programa levadas de São Paulo. O encontro ocorreu durante um dos períodos mais críticos da pandemia de Covid-19, quando o Brasil enfrentava milhares de mortes e restrições sanitárias.
De acordo com a investigação jornalística, a festa teria sido organizada por Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano, empresários ligados à Precisa Medicamentos, empresa envolvida nas negociações para o fornecimento da vacina indiana Covaxin ao governo de Jair Bolsonaro.
A revista relata que Flávio teria descido à cabine da embarcação acompanhado de uma das mulheres. A publicação também afirma que o senador teria recebido um relógio Rolex de luxo de um dos empresários. Essas informações são atribuídas às fontes ouvidas pela revista e não constituem, isoladamente, comprovação de irregularidade criminal.
O aspecto de maior interesse público da denúncia está na possível aproximação entre empresários que buscavam negócios com o governo federal e um integrante da família presidencial. Conforme a reportagem, Flávio também teria facilitado, meses depois, um encontro entre Maximiano e o então presidente do BNDES, Gustavo Montezano.
A revelação se soma a informações divulgadas em setembro pelo site PlatôBR, repercutidas pelo UOL, sobre mensagens e fotografias que indicariam a participação do senador em outros encontros privados com garotas de programa.
Flávio Bolsonaro não apresentou manifestação específica sobre o episódio da lancha. Os empresários mencionados também não se pronunciaram também.
A íntegra da reportagem pode ser acompanhada na cobertura da Folha de S.Paulo, que repercute as revelações da revista piauí.

