Benjamin Netanyahu venceu as eleições em Israel, reforçando as chances de continuar como primeiro-ministro. A eleição dessa terça-feira (27) foi a primeira desde os ataques do Hamas e ofensiva militar sobre Gaza, a partir de 2023.
Israel registrou a maior taxa de participação eleitoral desde 1999, com 77% dos eleitores indo às urnas. Com cerca de 85% dos votos apurados, na manhã desta quarta-feira (28), o bloco de Netanyahu deve conquistar 53 cadeiras do parlamento.
O bloco do primeiro-ministro é composto por partidos de direita, extrema-direita e ultraortodoxos, e deve superar os 48 assentos da oposição, liderada pelo rival, Gadi Eisenkot.
Os partidos dos israelenses de origem árabe conquistariam um número inédito: 19 cadeiras.
Os resultados ainda podem sofrer alterações, mas uma vitória da oposição parece improvável, segundo a agência Reuters.
Um bloco deve alcançar 61 das 120 cadeiras para indicar o primeiro-ministro. Por isso, Netanyahu continuaria no cargo, como interino.
Ainda segundo a Reuters, a possibilidade de um governo Netanyahu sem maioria parlamentar já teve como reação a desvalorização da moeda local e quedas superiores a 3% nos principais índices da bolsa de Tel Aviv.
Ao discursar para seu partido, o Likud, Netanyahu destacou o papel dos militares e elogiou seu aliado, o presidente norte-americano Donald Trump, no combate ao Irã. Trump havia pedido que os eleitores israelenses mantivessem Netanyahu no poder.
A oposição reconheceu a derrota, mas alertou para o risco do primeiro-ministro usar o tema da segurança para fins políticos.
Essa foi a primeira eleição em Israel desde que o Hamas matou 1,2 mil pessoas e sequestrou 251 reféns, em outubro de 2023. Depois disso, os ataques israelenses na Faixa de Gaza devastaram o território e mataram 74 mil palestinos, isolando Israel no cenário mundial.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Agencia Brasil por Gabriel Correa – Repórter da Rádio Nacional.

