A decisão foi proferida pela 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Rio Branco, após pedido de urgência apresentado pelo MPAC. O Estado tem prazo de dez dias, a partir da intimação, para implantar o benefício, com o primeiro pagamento ao término desse período.

Wilder Firmino dos Santos, filho de Agilson e Evanilda, também foi morto pelo grupo de extermínio, em 1996. O processo reúne documentos que apontam envolvimento de agentes públicos nos crimes e utilização de estruturas policiais nas violações.

A justiça destacou a situação de vulnerabilidade da viúva, que enfrenta graves problemas de saúde e depende dos cuidados dos filhos. Segundo as informações apresentadas à Justiça, a família precisou deixar Rio Branco após os assassinatos e reconstruir a vida em outro estado, enfrentando dificuldades que persistem até hoje.

O Ministério Público argumentou que a demora na conclusão do processo poderia comprometer as condições de subsistência da beneficiária, especialmente diante da idade avançada e da necessidade de acompanhamento médico e cuidados contínuos.

Ao analisar o pedido, a Justiça considerou que os documentos apresentados indicam a possibilidade de responsabilização do Estado e que a situação atual da beneficiária justifica a concessão de proteção imediata. O Estado do Acre havia sido intimado a se manifestar, mas deixou transcorrer o prazo de 72 horas sem apresentar resposta.

A pensão terá caráter provisório e poderá ser revista ou revogada ao longo do processo. A decisão não representa reconhecimento definitivo da responsabilidade do Estado pelos crimes nem encerra a discussão sobre as indenizações solicitadas na ação.

A Justiça também concedeu prioridade à tramitação do processo, condicionada à comprovação da idade da beneficiária, e determinou que o Estado comprove nos autos a implantação do benefício. A ação continuará em andamento para análise dos demais pedidos de reparação.