A COP31 terá início nesta segunda-feira (9), reunindo dezenas de autoridades mundiais para debater ações para combater a crise climática.
O evento acontecerá na Turquia e terá como chefe de negociações a Austrália, após acordo entre as duas nações.
Murat Kurum, presidente da COP31, advertiu que controlar o aumento da temperatura global é uma questão de sobrevivência e que não há mais tempo a perder.
A Turquia, que utiliza muito carvão e petróleo, viu suas emissões de dióxido de carbono aumentarem drasticamente nas últimas décadas. Assim, o país se comprometeu a zerar suas emissões líquidas até 2053 e a expandir o uso de energias renováveis.
O que será debatido na COP31?
A COP analisa, por exemplo, os dados sobre emissões de gases do efeito estufa de cada país. Com isso, avalia:
- o efeito das medidas adotadas pelos países;
- o progresso em direção ao objetivo final da Convenção;
- a necessidade de reforçar a ambição climática e a sua implementação.
Neste ano, a transição para a energia limpa será um dos principais focos da COP31.
Espera-se que governos e empresas discutam como ampliar o acesso a uma energia acessível, confiável e segura, ao mesmo tempo em que aceleram o abandono dos combustíveis fósseis e expandem a geração de energia renovável.
Um relatório sobre o tema foi produzido pela Irena (Agência Internacional para as Energias Renováveis), pela Presidência da COP31 e pela Global Renewables Alliance.
O documento, divulgado em setembro, ressalta que a implementação global de energia renovável precisa mais do que dobrar para cumprir a meta climática estabelecida para 2030 — mesmo tendo atingido um nível recorde no ano passado.
Na última quinta-feira (5), o presidente da COP31, Murat Kurum, afirmou que limitar o aquecimento global é uma questão de sobrevivência, e muitos países estão se esquivando de sua responsabilidade de reduzir as emissões.
“Não temos um minuto sequer, nem um dia sequer, a perder”, alertou.
Nas discussões pré-COP, nações insulares do Pacífico aproveitaram para incluir suas prioridades na agenda da cúpula climática.
Entre elas estão:
- melhor acesso a financiamento para projetos de resiliência
- proteção dos oceanos e a manutenção do aquecimento global abaixo de 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais — uma meta que, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, é inalcançável a curto prazo, mas que poderia ser atingida ao longo do tempo com a redução das emissões
Esses países sofrem com inundações cada vez mais frequentes, a intrusão de água salgada e condições climáticas instáveis.
Tuvalu, por exemplo, é formado por estreitas faixas de terra que ficam, em média, a cerca de 2 metros acima do nível do mar.
Representantes de cerca de 30 países assinaram, na terça-feira (3), uma declaração que endossa esses objetivos e defende “reduções profundas, rápidas e sustentadas das emissões”.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por tiagotortella.

