O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), revelou em seu perfil do Instagram que pretende proibir o uso de recursos públicos em festas e shows nas cidades de Minas Gerais assim que iniciar seu mandato e convidou outros governadores a fazerem o mesmo.
Cleitinho usou como exemplo a fala do governador reeleito do Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), que afirmou que deve acabar com o uso de recursos públicos no estado.
“Eu assim que assumir como governador também quero proibir recurso público do estado para bancar festas em todas as cidades de Minas Gerais, essa foi uma atitude do governador de Mato Grosso e eu espero que todos os governadores também sigam esse exemplo.”, disse Cleitinho.
O republicano afirmou que pretende apresentar um projeto de lei proibindo o uso de recursos públicos para festas e shows, destacando que os gastos com festas e shows em cidades mineiras chegam a ultrapassar R$ 1 milhão, enquanto o estado lida com dívidas bilionárias.
Segundo Cleitinho, o estado está “quebrado” e deve redirecionar esse recurso para áreas como infraestrutura, educação, saúde pública e segurança. Ele reforçou o compromisso de alinhar esses planos com os deputados eleitos pelo povo mineiro.
Apesar da proibição do uso da verba, as cidades não serão proibidas de fazer festas ou sediar shows para a população.
“Pode ter certeza também que as cidades não vão ser proibidas de fazer festa, que elas façam, isso com o próprio recurso. Se economizou e sobrou dinheiro? Faça. Se não tem, não faça”, esclareceu.
Recurso público desviado para custear shows
A CNN mostrou que uma emenda parlamentar para custear obras de infraestrutura no interior de São Paulo foi desviada para pagar shows de Jorge e Mateus e outras duas duplas sertanejas, no valor de R$ 1,1 milhão.
Na última semana, a dupla sertaneja teve shows cancelados em Fortaleza (CE) e Recife (PE), onde deveriam fazer apresentações de Réveillon.
Os cancelamentos foram decorrentes de críticas políticas realizadas por Jorge nas redes sociais após o encontro do sertanejo com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na ocasião, ele cantou uma paródia da música de sua própria autoria dizendo: “Pode chorar, mas eu não voto no PT”. O vídeo repercutiu negativamente nas redes sociais e a pressão popular influenciou nas decisões de cancelamento.
*Sob supervisão de Mayara da Paz
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por rebeccamacedo.

