Um homem foi condenado a mais de 93 anos de prisão por crimes sexuais cometidos contra a própria filha, em Feijó. A sentença, obtida após atuação do Ministério Público do Acre (MPAC), determinou o início do cumprimento da pena em regime fechado e manteve a prisão preventiva do condenado.
Segundo o processo, os abusos começaram quando a vítima tinha cerca de 13 anos e se repetiram nos anos seguintes. A família vivia em uma área rural de difícil acesso. Sob ameaças, a adolescente foi impedida de denunciar a violência. Ela chegou a escrever uma carta pedindo ajuda, mas o próprio pai descobriu e frustrou a tentativa de socorro.
A adolescente engravidou. Um exame de DNA confirmou que o acusado era o pai biológico da criança, somando-se ao depoimento especial da vítima e às declarações de testemunhas apresentados no processo.
A Justiça reconheceu os crimes de estupro de vulnerável, estupro qualificado, ameaça e posse irregular de arma de fogo. Também determinou o pagamento mínimo de R$ 40 mil por danos morais e decretou a perda do poder familiar do condenado em relação à adolescente.
O caso provoca indignação pela violência prolongada dentro da própria família e pelo isolamento imposto à vítima. A carta que ela tentou enviar revela que houve uma busca por ajuda — e que seu pedido foi barrado por quem tinha o dever de protegê-la.

