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Brasil gasta US$ 3.762 por aluno, 3,7 vezes menos do que o resto do mundo

Brasil gasta US$ 3.762 por aluno, 3,7 vezes menos do que o resto do mundo

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O Brasil gasta US$ 3.762 (cerca de R$ 19.609) por estudante, da educação básica ao ensino superior, diz o estudo Panorama da Educação da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), divulgado esta terça-feira (29). A média dos outros países participantes do estudo é de US$ 13.859 (aproximadamente R$ 72.241).

Isso faz com que o Brasil gaste cerca de 3,7 vezes menos do que a média mundial. Se nos compararmos com outros países da América Latina, esse valor é menor do que na Argentina, Chile, Costa Rica e México, porém maior do que no México e no Peru.

Luxemburgo é o país que mais gasta com os estudantes, com valor acima de US$ 27 mil (mais de R$ 140 mil) por estudante.

Ao contrário da maioria dos outros países, o gasto público no Brasil é praticamente o mesmo no ensino superior, incluindo pesquisa e desenvolvimento (P&D), em comparação com os níveis de ensino fundamental, médio e superior.

No entanto, o Brasil gasta 4,3% do PIB (Produto Interno Bruto) do país com financiamento público da educação básica ao ensino superior, o que deixa o país bem acima da média da OCDE, de 3,6%.

Satisfação dos professores

Além disso, o estudo foca na escassez de professores e na necessidade de mais profissionais na área em todo o mundo.

Analisando a felicidade dos docentes com seus trabalhos, apenas 22,3% estão bem com seus salários (contra 38,7% da média mundial). Mais professores se sentem satisfeitos com as condições gerais de trabalho: 44,3%, contra 68,4% da média mundial.

Isso coloca o Brasil como o quarto país em que os professores estão mais insatisfeitos com o salário dentro dos englobados no estudo da OCDE.

No Brasil, o estudo mostrou que 9% de todos os professores do ensino fundamental e médio em instituições públicas não eram plenamente qualificados em 2024/25, percentual próximo à média da OCDE de 9,1%.

O estudo ainda se preocupou com a quantidade de professores qualificados que estão abandonando a profissão: por aqui, 10,3% dos professores plenamente qualificados do ensino fundamental e médio deixaram a profissão (por aposentadoria ou pedido de demissão) em 2022, em comparação com a média da OCDE de 6,4% em 2024/25. Mesmo assim, o número de professores no ensino fundamental aumentou 4%, um valor pequeno quando comparado à média da OCDE de 13%.

O dado se refere apenas às escolas públicas, o que não significa que todos esses docentes abandonaram a profissão. “Alguns podem ter migrado, por exemplo, para escolas privadas”, considera Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco. No entanto, para ele, isso mostra um desafio para as escolas públicas brasileiras.

Número de adultos escolarizados

Outro ponto avaliado pelo Panorama da Educação 2026 foi a escolaridade dos adultos em cada país. A proporção de pessoas com entre 25 e 64 anos que têm ensino superior é de 22%, contra 43% na média dos países da OCDE. Já pessoas nessa faixa etária com ensino médio completo ou técnico é de 39%, próximas à média mundial de 40%.

Quando olhamos para os jovens adultos, houve uma redução de jovens entre 25 e 34 anos sem ensino médio completo, que era 35% em 2016 e agora está em 26% em 2024, no Brasil. Jovens que não estão nem trabalhando e nem estudando também apresentaram uma redução nos últimos oito anos, passando de 27% em 2026 para 22% em 2024.

Sobre a continuidade da educação no ensino médio, um ano após a conclusão do ensino fundamental II, 87% dos estudantes no Brasil estão matriculados no ensino médio ou em outro programa educacional, 4% estão repetindo o último ano do ensino fundamental II e 8% não estão matriculados em nenhum tipo de educação formal.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por nathalieayres.

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nathalieayres

Autor da publicação.