Após o papa Leão XIV ser diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, uma das perguntas mais frequentes é: “Esse câncer tem cura?”. Em entrevista ao Live CNN, o oncologista Carlos Henrique Teixeira, coordenador do Núcleo de Tumores Torácicos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explicou que o diagnóstico precoce do papa aumenta as chances de cura.
Segundo o especialista, a lobectomia realizada no papa, procedimento que consiste na retirada de um lobo do pulmão, oferece uma margem de segurança para o tratamento. No entanto, ainda é necessário aguardar os laudos anatomopatológicos finais para compreender a real extensão do adenocarcinoma.
O médico explicou que, durante a cirurgia, também são retirados alguns gânglios linfáticos localizados na região entre os pulmões, próximos ao tumor primário. A análise dessas estruturas é importante para determinar a extensão da doença e ajudar os oncologistas responsáveis pelo tratamento a avaliar a necessidade de terapias complementares, como a quimioterapia.
“A gente não sabe ainda se o Papa vai precisar de tudo isso, mas para aumentar os níveis de cura e de segurança que a própria cirurgia já ofertou para o Papa”, afirmou o Carlos Henrique Teixeira.
O que é o adenocarcinoma pulmonar?
A enfermidade tem origem nas células glandulares, ou seja, aquelas responsáveis por produção e secreção de substâncias como enzimas e hormônios, sendo um dos tipos mais comuns do câncer de pulmão.
Em fases iniciais pode não provocar sintomas, mas quando aparecem costumam ser: dor torácica, falta de ar e rouquidão.
No caso do pontífice, inicialmente, ele tinha sido diagnosticado com um nódulo no pulmão e, por isso, foi submetido à uma cirurgia. Parte do lobo inferior do pulmão do religioso foi retirado por meio de uma videotorascoscopia realizada no Hospital Gemelli, em Roma.
Além de pulmonar, a adenocarcionama também pode ser colorretal, de próstata, de mama ou gástrica.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por fernandapalhares.

