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O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) não conseguiu votos suficientes para eleger-se deputado federal pelo estado de São Paulo. Neste domingo (4), 78.450 eleitores registraram seu nome nas urnas.
Com cerca de 2,8 milhões de votos, a Federação Brasil da Esperança (que une PCdoB, PT e PV) conquistou 11 das 70 vagas destinadas ao estado na Casa Baixa.
Essa foi a primeira disputa de Dirceu nas urnas desde 1999, quando conseguiu uma vaga na Câmara dos Deputados.
Líderança do movimento estudantil na década de 1960, o cacique petista chegou a ser preso e exilado durante a Ditadura Militar. No início dos anos 1970, fez uma cirurgia plástica em Cuba para disfarcar-se e voltar ao país clandestinamente. Anistiado em 1980, foi um dos articuladores da fundação do Partido dos Trabalhadores.
Entre a redemocratização e o começo dos anos 2000, elegeu-se deputado estadual e federal. Chegou a ser presidente nacional da sigla e, com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2002 para seu primeiro mandato como presidente, Dirceu foi conduzido ao Ministério da Casa Civil.
A chefia da pasta foi marcada por polêmicas, como o Caso Waldomiro Diniz e o Mensalão, processo este que o levou a ser afastado do governo. Posteriormente, foi alvo da Operação Lava Jato. Liberto em 2018, Dirceu teve suas condenações anuladas em outubro de 2024.
Após Edinho Silva ser eleito presidente nacional do PT, o ex-ministro voltou ao Diretório Nacional do partido, do qual não participava desde 2002.
À CNN Brasil, José Dirceu afirmou que tomou a decisão de voltar a disputar uma eleição após convite do presidente Lula.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por joaonakamura.

