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Com reajuste, Bolsa Família chegará a 48% do salário mínimo, diz economista

Com reajuste, Bolsa Família chegará a 48% do salário mínimo, diz economista

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O reajuste no Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta semana fará o programa a chegar a 48% do salário mínimo — que hoje é de R$ 1.621, segundo a economista Zeina Latif em entrevista à CNN.

Com a medida, o piso do benefício passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777. O reajuste, formalizado por decreto, já valerá a partir do próximo pagamento, previsto para meados de outubro.

Para embasar sua análise, Zeina Latif apresentou uma comparação histórica dos valores do programa. Em 2019, o benefício médio era de R$ 191, o equivalente a 19% do salário mínimo. Antes do reajuste anunciado, esse valor já havia subido para R$ 675, representando 42% do salário mínimo.

“Os 15% de ajuste é em cima de uma base elevada, não é do valor pré-pandemia. Então é importante que se coloque isso: não tem uma questão urgente de política social”, disse a economista. Ela acrescentou que, se houvesse tal urgência, o governo teria realizado o reajuste muito antes, e não às vésperas de uma eleição.

Ainda segundo Latif, apesar da reconhecida importância do programa, o momento e a forma do reajuste levantam questionamentos.

“O Bolsa Família é uma política muito importante, meritória, com muitas pesquisas acadêmicas mostrando a importância dessa política para a redução da pobreza e outras muitas consequências em indicadores de saúde e indicadores sociais”, afirmou.

No entanto, segundo ela, isso não significa que o programa estivesse isento de necessidades de ajuste — como o chamado “pente fino”, iniciado no começo do atual governo para garantir que apenas os elegíveis recebessem o benefício, mas suspenso em ano eleitoral.

Impacto fiscal

Do ponto de vista fiscal, o governo afirmou que remanejamentos no orçamento do próximo ano seriam suficientes para cobrir a despesa extra, estimada em cerca de R$ 22 bilhões.

Zeina Latif, porém, contestou essa avaliação. Segundo ela, o orçamento para o ano seguinte apresenta despesas subestimadas e receitas superestimadas diante das perspectivas econômicas.

“Mesmo o próprio orçamento que é colocado como superavitário para o ano que vem é visto com muito ceticismo por especialistas. Fica difícil acreditar que o mero remanejamento de despesas seja o suficiente”, afirmou.

A economista destacou ainda que a medida agrava a percepção negativa sobre a capacidade do governo de gerar superávits primários e conter o crescimento da dívida pública, o que, em sua visão, contribui para a manutenção de taxas de juros elevadas que prejudicam tanto o setor produtivo quanto as famílias endividadas.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.Acompanhe Economia nas Redes Sociais


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por afonsobenites.

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afonsobenites

Autor da publicação.