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A 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão realiza discussões voltadas à competitividade e a produtividade da pluma brasileira. Apostando no consumo de fibras naturais e o aumento da produção para o abastecimento de mercados globais, o evento reúne produtores, técnicos, fornecedores de insumos, instituições financeiras e outros integrantes da cadeia produtiva.
Segundo o diretor-executivo da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), Marcio Portocarrero, o Brasil tem espaço para ampliar em cerca de 10% ao ano a produção de algodão e manter a trajetória de crescimento no mercado internacional,
Segundo Portocarrero, o encontro é importante para definir estratégias para os próximos anos e preservar a posição brasileira de destaque no comércio global da fibra. “Há espaço para um crescimento programado de 10% ao ano. Para isso, nós temos um desafio maior ainda, que é estimular o consumo”, afirmou.
O executivo destacou que o setor produtivo brasileiro possui condições para ampliar a oferta, com disponibilidade de terras e tecnologias. Para ele, porém, o crescimento da produção precisa ser acompanhado por uma expansão da demanda.
“Os produtores têm capacidade para fazer isso, tem espaço, terra e tecnologia. Nós temos potencial de destravar o mercado e trazer o consumo de volta para as fibras naturais”, disse.
Concorrência com fibras sintéticas
Portocarrero apontou a concorrência dos materiais sintéticos como um dos principais desafios para o avanço do algodão no mercado têxtil. Segundo ele, o setor precisa recuperar espaço entre os consumidores e ampliar a participação das fibras naturais.
A estratégia da cadeia, de acordo com o executivo, envolve combinar o aumento da produção com ações voltadas à expansão do consumo. A expectativa é que, com o mercado destravado, o Brasil consiga sustentar o crescimento da oferta e ampliar sua participação no comércio internacional.
“É uma expectativa positiva. Os produtores têm capacidade para fazer isso”, afirmou.
O Brasil atualmente ocupa posição de liderança nas exportações mundiais de algodão, e a Abrapa vê potencial para uma expansão ainda maior da atividade nos próximos anos.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por Kaique Cangirana.

