Pular para o conteúdo

Copom não dá pistas sobre novo corte de juros, após 5ª redução da Selic

Copom não dá pistas sobre novo corte de juros, após 5ª redução da Selic
Raphael Ribeiro/ Banco Central

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), mais uma vez, não deu pistas ao mercado sobre o que acontecerá com os juros no Brasil nas próximas reuniões do órgão, marcadas para o início de novembro (dias 3 e 4) e dezembro (8 e 9).

Nesta quarta-feira (16/9), o Copom decidiu por mais um corte da taxa básica de juros (Selic) do país, em 0,25 ponto percentual. Com isso, a Selic passou de 14% para 13,75% ao ano. Essa foi a quinta redução seguida do indicador, que estava em 15% em janeiro deste ano.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todasVer todas as newsletters

No comunicado em que aponta os motivos da decisão, o Copom manteve o mesmo texto do documento divulgado em agosto, quando a Selic foi reduzida de 14,25% para 14%: “Em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”.

A seguir, o órgão do BC, também à semelhança do que fez em agosto, observa: “O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária. O Comitê seguirá acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles

Projeções

Na comparação entre os comunicados de agosto e o atual, o Copom registrou a mudança da expectativa da inflação para 2026 e 2027, apuradas pela pesquisa semanal Focus, feita pelo BC com economistas do mercado. Agora, as projeções são de 4,9% (2026) e 4,3% (2027). No mês passado, estavam, respectivamente, em 5,0% e 4,2%.

Ocorre que o órgão não alterou a estimativa do próprio Copom para o primeiro trimestre de 2028, o atual “horizonte relevante” de política monetária. Nesse caso, ela se situa em 3,2%, o mesmo patamar de agosto.

O “horizonte relevante” é o período no qual as decisões sobre a taxa de juros tomadas agora pelo Banco Central surtem efeito máximo sobre a atividade econômica e, consequentemente, sobre a inflação.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles.

M

Metrópoles

Autor da publicação.