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Hemorio inicia novas regras para a doação de sangue nesta sexta-feira (2)
O Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti, mais conhecido como Hemorio, divulgou novas políticas sobre doação de sangue, no estado do Rio de Janeiro, que entram em vigor já nesta sexta-feira (2).
A nova política, que já foi incluída nas unidades do Hemorio da capital, Duque de Caxias, Teresópolis e Santo Antônio de Pádua, pode ampliar de 5 a 10% a arrecadação das bolsas de sangue.
As novas regras são:
- Período de doação tem início com 16 anos e pode continuar após os 70 anos, com uma boa saúde e respeitando o intervalo;
- O período após a realização de tatuagem, que variava de 6 a 12 meses, agora passa ser de sete dias;
- O período para aqueles que fizeram maquiagem definitiva ou passaram por procedimentos estéticos, também entra no novo intervalo de sete dias;
- O tempo de espera para aqueles que passaram por endoscopia, utilizaram anabolizantes sem prescrição médica, ou que estavam impedidos, temporariamente, de doar, o prazo agora é de quatro meses;
- Pessoas com hipotireoidismo agora passam a poder doar sangue, desde que sua condição esteja sendo tratada e seu quadro de saúde seja estável clinicamente;
O Hemorio explica que cada bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas. No ano de 2025, foram coletadas 96 mil bolsas. O órgão abastece cerca de 100 unidades em todo o estado e o número ideal de doadores é de cerca de 400 por dia.
Novas regras para a doação de sangue
A Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada no DOU (Diário Oficial da União), redefine o conjunto de regulamentos técnicos da área de sangue e de procedimentos hemoterápicos, no âmbito do Sinasan (Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados).
As novas diretrizes pretendem modernizar e flexibilizar prazos de inaptidão temporária, reduzindo o tempo de espera após tatuagens e exames endoscópicos, além de endurecer exigências estruturais e de governança para hospitais.
Para ler todas as alterações da portaria, acesse aqui.
Segurança hospitalar
A portaria determina alterações no âmbito de segurança hospitalar, padronizando e endurecendo as exigências estruturais e operacionais para a rede de saúde e os serviços de hemoterapia.
Segundo o documento, hospitais que realizam cirurgias de grande porte, atendimentos de urgência e emergência, procedimentos obstétricos ou que alcancem a marca de 60 transfusões mensais passam a ter a obrigatoriedade de contar com estruturas próprias e rigorosas de Agências Transfusionais.
Além disso, passa a ser exigido a constituição de instâncias multiprofissionais de governança, por meio dos Comitês Transfusionais. Esses comitês têm a missão de monitorar o uso racional do sangue, a hemovigilância e a revisão sistemática de eventuais reações adversas.
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Modernização
O documento ainda prevê a adoção do padrão global ISBT 128, padronizando terminologias, códigos de barras e rotulagem para garantir a total rastreabilidade do ciclo do sangue, desde o doador até o paciente receptor.
Os serviços de hemoterapia ficam obrigados a armazenar os registros dessas etapas por um período mínimo de 20 anos.
Além disso, a norma também formaliza protocolos obrigatórios de mitigação da TRALI (Lesão Pulmonar Aguda Associada à Transfumão). Essa avaliação deve levar em consideração o sexo biológico, o número de gestações e o histórico de transfusões do doador.
*Sob supervisão de Thiago Félix
TópicosHemocentrosRio de Janeiro
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por anaclaracampos.

