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Ed Sheeran: entenda tudo sobre a confusão envolvendo o cantor britânico

Ed Sheeran: entenda tudo sobre a confusão envolvendo o cantor britânico

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O cantor Ed Sheeran, 35, se envolveu em uma polêmica nos últimos dias após Macklemore ser afastado da turnê “Loop”. A decisão foi tomada depois que o rapper fez um discurso pró-Palestina no dia 4 de setembro, em um show de abertura no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), pedindo “paz em Gaza e na Cisjordânia”.

Na segunda-feira (14), o rapper fez um longo pronunciamento e afirmou que Robert Kraft, um dos grandes empresários da NFL (Liga Nacional de Futebol Americano) e dono do New England Patriots, teria tido influência em sua exclusão da tour.

Macklemore ainda criticou a posição “apolítica de Ed e de muitos outros envolvidos”, mas afirmou entender que “escolher um lado custa dinheiro, parceiros, investidores, festivais, relações e acesso”.

Reforçando sua posição política e social sobre o caso, o rapper desejou que sua relação com Sheeran não mude por conta do impasse e declarou que “13 anos de amizade não desaparecem por conta de uma briga dolorosa. Minha porta sempre estará aberta para continuarmos essa conversa.”

Pronunciamento do cantor

Já na terça-feira (15), Ed Sheeran resolveu se pronunciar sobre o assunto. Nas redes sociais, ele disse estar “horrorizado com o conflito entre Israel e Palestina”, mas que, após o discurso de Macklemore, os locais dos próximos shows de sua turnê comunicaram que cancelariam as apresentações caso ele continuasse participando.

Em seu posicionamento, Sheeran declara, ainda, que a saída do rapper da turnê foi uma decisão do promotor. “O contrato do Macklemore para a turnê era com o promotor, não comigo”, afirma. “Eu nunca decepcionaria os fãs que se planejaram, nem abandonaria a equipe da turnê, os outros atos de abertura e os músicos que dependem de mim para trabalhar e se sustentar”, completa.

Em seguida, Sheeran afirma que prefere não se pronunciar publicamente sobre sua posição a respeito do conflito entre Palestina e Israel.

“Eu não sou cúmplice. Tenho minhas opiniões pessoais sobre este conflito devastador. Só porque escolho não falar publicamente, não significa que eu não as tenha e nem que eu não me importe. Tampouco significa que eu não apoie causas da minha própria maneira, pessoal”, completa.

“Passei esta semana tentando construir pontes, encontrar uma solução e, infelizmente, não consegui. Eu sei quem sou, tanto como pessoa quanto como artista, e aqueles que conhecem meu coração também conhecem meus valores”, finaliza.

Atos de abertura abandonam turnê

Também na terça-feira (15), a banda Beoga e os cantores Aaron Rowe, Lukas Graham e Finneas se pronunciaram anunciando que não vão mais participar da turnê do artista Ed Sheeran.

“Não tomei essa decisão de forma leviana. Ed tem sido um amigo para mim e mudou minha vida, e eu nunca conseguiria agradecê-lo o suficiente por isso. Mas, como irlandeses, conhecemos muito bem o genocídio, a fome forçada e a ocupação violenta”, começou Aaron.

Finneas, por sua vez, defendeu que artistas não devem ser silenciados quando se pronunciam sobre opressões. “Decidi me retirar das minhas próximas datas de show com Ed Sheeran. Estou ao lado da Palestina e do seu povo”, escreveu o irmão da cantora Billie Eilish.

Lukas Graham também se manifestou e deixou a turnê do artista britânico. “Eu amo o Ed, sou grato por tudo o que compartilhamos. Isso não mudou. Mas eu não posso colocar essas palavras no mundo e continuar com essa turnê como as coisas estão. Estamos nos retirando das datas restantes. Sinto muito por não estarmos lá. Essa é uma decisão difícil, mas é uma que preciso defender”, citou em um trecho.

A banda Beoga se juntou ao coro e afirmou que são fundadores do Irish Artists For Palestines, um grupo de artistas irlandeses que militam a favor da Palestina, e seguirão comprometidos com a justiça.

Consequências

Segundo informações do TMZ, desde o começo da semana até o momento, o valor das entradas para a apresentação de Sheeran na Filadélfia, marcada para sábado (19), caiu 24%, partindo de US$ 126 (R$ 649) para US$ 96 (R$ 494).

Além da diminuição do valor das entradas, Sheeran pediu um reforço da proteção policial nos arredores do local no qual performará neste final de semana.

O aumento da segurança ocorreu após o anúncio de que um grupo de manifestantes pró-Palestina se reunirá na frente do estádio Lincoln Financial Field em apoio à saída de Macklemore e das outras atrações que também deixaram a turnê.

Outra consequência para o músico foi a perda de milhares de seguidores nas redes sociais. De acordo com a plataforma Social Blade, desde que o Macklemore foi demitido pela equipe do britânico, Sheeran perdeu mais de 300 mil seguidores no Instagram.

Na quinta-feira (17), um primo do cantor compartilhou um longo texto nas redes e escreveu que sente vergonha por ser da família do artista e declarou que “finalmente o mundo e os fãs o enxergaram”.

Além disso, artistas de Gaza pintaram um mural do rapper americano Macklemore envolto em uma bandeira palestina sobre uma grande placa de concreto entre os escombros da Cidade de Gaza. “Obrigado por usar sua voz pela Palestina”, diz a mensagem no mural.

A “The Loop Tour” está prevista para fazer uma breve parada no Brasil nos dias 5 e 6 de dezembro deste ano. Anteriormente, a apresentação de abertura seria de Finneas, que cancelou a participação após a polêmica. Sheeran performará no Nubank Parque, em São Paulo.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por Mariana Valbão.

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Mariana Valbão

Autor da publicação.