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Eleições no exterior: quase um milhão de brasileiros estão aptos a votar

Eleições no exterior: quase um milhão de brasileiros estão aptos a votar

Quase um milhão de brasileiros residentes no exterior estão aptos a votar nas eleições presidenciais de 2026. Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), são 918 mil eleitores distribuídos por 186 cidades em 134 países, um número inédito na história eleitoral brasileira.

O volume expressivo de eleitores no exterior chama atenção pelo seu potencial impacto no resultado final. Esse contingente equivale à metade da diferença de votos registrada entre os dois candidatos no primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) — uma disputa extremamente acirrada.

Abstenção recorde preocupa especialistas e observadores

Apesar do número recorde de registros, a abstenção entre os eleitores no exterior no primeiro turno foi bastante elevada no primeiro turno: 62,7% dos aptos a votar não compareceram às urnas.

O analista sênior de Internacional da CNN, Américo Martins, que acompanhou a votação a partir da Embaixada Brasileira em Tel Aviv, em Israel, apontou uma das principais razões para esse fenômeno. “A gente tem votações em poucos lugares no exterior”, explicou.

“As pessoas que moram fora de Tel Aviv têm que viajar. Em alguns países, como nos Estados Unidos, as distâncias são muito longas para os eleitores conseguirem chegar às urnas”, acrescentou.

Em Israel, onde o domingo é um dia comum de trabalho, o movimento na embaixada estava fraco no momento do registro. Dos 3.450 brasileiros registrados para votar no país, apenas 704 compareceram no primeiro turno, resultando em uma abstenção de 79,8% — índice ainda superior à média observada no exterior como um todo.

Dificuldades também nos territórios palestinos

Américo Martins também acompanhou a situação em Ramallah, nos territórios palestinos. Segundo o correspondente, representantes da Embaixada Brasileira local relataram que muitos eleitores enfrentaram sérias dificuldades para chegar ao local de votação.

“Hoje houve muita dificuldade para os palestinos conseguirem chegar a Ramallah para votar por conta de ‘checkpoints’ e fechamentos em algumas cidades palestinas”, relatou o correspondente.

Diante do cenário observado ao longo do dia, a perspectiva era de que a abstenção voltaria a ser muito elevada no exterior também neste segundo turno. O domingo, dia de trabalho tanto em Israel quanto nos territórios palestinos, contribuiu para reduzir ainda mais o fluxo de eleitores às urnas.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por afonsobenites.

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afonsobenites

Autor da publicação.

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