Felipe Massa e Caio Collet vão dividir o carro na etapa de endurance da Stock Car, em Brasília, neste domingo (26/9). A dupla se formou a partir de uma relação iniciada ainda no kart, quando Collet tinha 12 anos. Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, os dois falaram sobre a parceria e a experiência de competirem juntos.
“Eu conheço o Caio, ele tinha uns 12, 13 anos, no kart, e ele mostrava na pista. Era algo impressionante, piloto com talento incrível, excepcional”, contou Massa.
Os dois também disputaram provas de kart juntos, enquanto o ex-piloto passou a orientar o jovem durante a carreira.
“E aí a gente fez algumas coisas juntas nas 500 Milhas de kart, e ele sempre foi um dos mais rápidos, agressivo, inteligente, no modo de ultrapassagem. E conheço ele, acompanho a carreira dele inteira, então tinha certeza que seria o piloto certo”, disse.
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do Metrópoles
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Collet deixou o Brasil ainda jovem para seguir carreira na Europa. Em 2018, conquistou a Fórmula 4 Francesa e depois passou pela Fórmula Renault Eurocup e pela Fórmula 3 da FIA. Em 2024, chegou à Indy NXT, foi rookie do ano e terminou a temporada em terceiro. No ano seguinte, foi vice-campeão.
“Ele deu três voltas e já estava virando o tempo dos principais carros na frente, profissionais da Stock Car, incluindo eu. Então, no final, mostra que é impressionante como ele aprende rápido um carro que nunca tinha andado, uma pista que não conhecia também”, comentou o ex-Fórmula 1.
A prova em Brasília marca a primeira participação de Caio na Stock Car e coloca o piloto novamente em um carro de turismo, desta vez ao lado de um dos principais nomes da carreira dele.
“Eu tenho um amigo, o Felipe, da família, e ele é um cara que me ajuda. Como ele falou, é porque eu tenho 12, 13 anos me dando conselhos, me ajudando ali na minha trajetória inteira até chegar até onde eu cheguei hoje, e muito mais, se Deus quiser”, afirmou Collet.
A relação entre os dois também muda a dinâmica dentro do carro. Além da experiência acumulada por Massa, Collet chega à dupla com uma vivência recente em monopostos e no trabalho com simuladores e ferramentas de análise.
“Eu acho que a gente vê coisas um pouco diferentes. Em pilotos jovens, com uma característica também no simulador, uma característica diferente de ter uma noção muito precisa com o mundo moderno que a gente vive hoje”, contou Felipe Massa
Para Collet, a principal contribuição de Massa está ligada à experiência construída ao longo de décadas no automobilismo.
“Acho que principalmente a experiência, a calma, a energia que ele dá dentro do carro. Ele é um cara que sabe usar muito bem a energia dele e sabe o que ele precisa fazer”, concluiu o estreante.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles.

