O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos supervisionou 980 mil deportações durante os primeiros 18 meses do segundo mandato do presidente Donald Trump, segundo um relatório publicado nesta quinta-feira (22) pelo think tank Migration Policy Institute.
Cerca de 20% de todas as deportações nesse período envolveram indivíduos com condenação criminal, aponta o relatório.
Entre as deportações de imigrantes com dois ou mais anos de residência nos EUA, 71% referiam-se a pessoas que não possuíam condenação criminal, acrescenta o documento.
O relatório foi elaborado por Marc Rosenblum, ex-chefe do Escritório de Estatísticas de Segurança Interna do Departamento de Segurança Interna.
Em termos anuais, o total de deportações é superior ao registrado durante a administração do ex-presidente Joe Biden e no primeiro mandato de Trump, mas permanece bem abaixo dos níveis observados no início dos anos 2000, indica o documento.
Das 980 mil deportações realizadas pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) e pelo CBP (Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras) durante o segundo mandato de Trump, cerca de 59% — o equivalente a 580 mil — foram remoções, 30% — equivalente a 300 mil — foram retornos forçados e 11% — equivalente a 110 mil — foram retornos administrativos.
Trump afirma que sua política de endurecimento da imigração e sua campanha de deportações visam melhorar a segurança interna.
Defensores dos direitos humanos argumentam que essas medidas violaram o devido processo legal e a liberdade de expressão, criando um ambiente inseguro — especialmente para minorias étnicas, que expressaram preocupações quanto ao uso de perfilamento racial.
O Departamento de Estado informou, na terça-feira (20), que a administração Trump revogou mais de 300 mil vistos americanos durante seu segundo mandato.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por tiagotortella.

