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Greve de motoristas de ônibus é encerrada na zona Sul de SP

Greve de motoristas de ônibus é encerrada na zona Sul de SP

A greve dos motoristas de ônibus que eram geridos pela empresa Transwolff, em São Paulo, foi encerrada, ainda nesta segunda (19), após a SPTrans informar que apresentou regularidades sobre os pagamentos de salários e garantias trabalhistas. A greve havia começado pela manhã e, segundo a prefeitura, o serviço de transporte já estava totalmente normalizado às 13h50.

A SPTrans informou que os funcionários que deixaram de trabalharam durante a paralisação terão o dia descontado no salário. A estatal também disse que registrou um boletim de ocorrência porque a greve não atendeu à legislação que solicita o aviso prévio de 72 horas por se tratar de um serviço essencial.

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) foi procurada para dar mais informações sobre o registro.

Trinta e quatro linhas de ônibus do lote D10, que atendem mais de 267 mil passageiros da região Sul da cidade, foram impactadas. O sistema Paese (Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência) foi acionado e atendeu ao serviço de transporte até a normalização das garagens.

Entre as reinvindicações dos empregados estavam a cobrança de pagamentos e benefícios como plano de saúde e depósitos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, que acompanhou a SPTrans no caso, o processo de contratação do Plano de Saúde para os funcionários foi iniciado em 3 de julho de 2026 e está em “fase de análise das propostas”. Enquanto não têm acesso ao benefício, os empregados recebem verba compensatória. Além disso, a pasta reforçou que os pagamentos estão em dia e está esclarecendo dúvidas com os empregados.

SPtrans assume linhas da Transwolff

A SPTrans assumiu oficialmente a gestão das operações da empresa Transwolff em dezembro de 2025, após a prefeitura decretar caducidade dos contratos com a empresa de ônibus. A Transwolff sofreu essas mudanças após ser citada nas investigações do MPSP (Ministério Público de São Paulo) e da Polícia Civil sobre a aderência da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no sistema de transporte coletivo de São Paulo.

Um dos investigados, o ex-presidente da Câmara de São Paulo e ex-vereador, Milton Leite, é citado, nos autos das apurações, como o verdadeiro dono da empresa Transwolff.

A CNN Brasil entrou em contato com o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo e aguarda retorno.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por giulianazanin.

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giulianazanin

Autor da publicação.

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