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IA pressiona e reprecifica ações de empresas de software

IA pressiona e reprecifica ações de empresas de software

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A expansão da inteligência artificial tem colocado sob pressão modelos de negócio consolidados, especialmente entre empresas tradicionais de software.

Segundo Thiago Godoy, apresentador do Resenha do Dinheiro, a tecnologia está desafiando empresas que, durante muito tempo, operaram em modelos considerados estáveis.  

“A capacidade de ferramentas de IA de executar tarefas que antes dependiam de programas específicos e de integrar diferentes funções em uma única solução vem alterando as perspectivas para o setor”, ressalta.  

Esse movimento já aparece no mercado acionário. Godoy destaca que as ações de companhias do segmento registraram quedas recentes, como a ServiceNow, que recuou 5%, e o índice de softwares e serviços do S&P 500, que caiu 1,4%.

Para ele, os números ajudam a dimensionar o impacto da IA sobre empresas que ainda dependem de modelos tradicionais de desenvolvimento e comercialização de software. 

O mercado também teme uma transformação no setor, diante da possibilidade de empresas e usuários desenvolverem soluções próprias com o auxílio da IA. Isso faz com que as empresas repensem toda a estrutura de fornecedores.

Além das empresas de tecnologia, a IA também levanta preocupações sobre o mercado de trabalho e a capacidade de geração de receita das companhias.  

Apesar disso, Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, pondera que ainda não é possível dimensionar completamente os efeitos da tecnologia.

“Não sabemos o potencial total dessa IA, se as empresas vão perder receita, mas é uma preocupação que temos. As ações estão sendo reprecificadas em razão desse movimento”, diz Pascowitch.  

Diante disso, o investidor precisa diferenciar empresas que apenas oferecem ferramentas de software daquelas que controlam dados e conseguem utilizar a IA para fortalecer seus próprios serviços, observa Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos.

“Por exemplo, a Salesforce fornece soluções baseadas no uso de dados, em contraste com empresas como a Meta, que possuem acesso direto a grandes volumes de informações e podem aplicar a IA para aprimorar os próprios produtos. Por isso, o investidor deve separar o joio do trigo: as empresas que vão ser mais impactadas por oferecerem apenas software das empresas que vão usar a IA a seu favor”, complementa Fontes.  

Resenha do Dinheiro 

Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”;  e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise. 

O Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por marianatokura.

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marianatokura

Autor da publicação.