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Inadimplência entre brasileiros de alta renda sobe quase 40% em um ano

Inadimplência entre brasileiros de alta renda sobe quase 40% em um ano

A inadimplência entre brasileiros de alta renda cresceu quase 40% em um ano, segundo dados do Banco Central.

Entre aqueles que recebem de 10 a 20 salários mínimos, a taxa de inadimplência avançou 38,8% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025. Para quem ganha mais de 20 salários mínimos, a alta foi de 35,8% no período.

Os números são do SCR (Sistema de Informações de Créditos) do Banco Central. Apesar do avanço, as faixas de maior renda continuam com taxas de inadimplência inferiores às registradas entre os brasileiros de menor rendimento.

Entre aqueles que recebem de 10 a 20 salários mínimos, a taxa passou de 4,59% em agosto de 2025 para 6,37% em agosto deste ano, uma diferença de 1,78 ponto percentual.

Já entre os brasileiros com renda superior a 20 salários mínimos, o indicador subiu de 5,53% para 7,51%, avanço de 1,98 ponto percentual.

O levantamento considera o percentual da carteira de crédito com parcelas em atraso há mais de 90 dias. Portanto, o indicador não corresponde à proporção de pessoas inadimplentes, mas à participação das operações em atraso no total do crédito.

Inadimplência no cartão de crédito

O avanço foi ainda maior nas operações com cartão de crédito. Entre os brasileiros com renda de 10 a 20 salários mínimos, a inadimplência nessa modalidade passou de 4,37% para 6,56% em 12 meses, um crescimento de 50,1%.

Na faixa de rendimento superior a 20 salários mínimos, a taxa subiu de 2,87% para 4,01%, alta de 39,7% na mesma comparação.

O aumento ocorre em um cenário de juros elevados nas operações de crédito. Segundo dados preliminares do Banco Central referentes a setembro, a taxa média de juros do rotativo do cartão chegou a 451,7% ao ano, o equivalente a 15,29% ao mês.

Já os juros do parcelamento da fatura alcançaram 193% ao ano, equivalentes a 9,37% ao mês.

Expansão do crédito

O crescimento da inadimplência também ocorre em meio à expansão do crédito destinado às famílias brasileiras. Segundo os dados divulgados pelo Banco Central em outubro, o estoque das operações de crédito para pessoas físicas alcançou R$ 4,7 trilhões em setembro, com crescimento de 9,9% em 12 meses.

No mesmo período, o estoque total de crédito do SFN (Sistema Financeiro Nacional), que inclui operações com pessoas físicas e empresas, chegou a R$ 7,4 trilhões, uma expansão de 8,6% em relação a setembro de 2025.

A taxa média de juros nas operações de crédito com recursos livres para pessoas físicas atingiu 62,4% ao ano em setembro, com aumento de 3,7 pontos percentuais em 12 meses.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por elisbarreto.

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elisbarreto

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