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Investidor está exigindo mais retorno nos EUA, diz especialista

Investidor está exigindo mais retorno nos EUA, diz especialista

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O dólar voltou a se fortalecer frente às demais moedas, em um movimento impulsionado por uma série de dados econômicos robustos nos Estados Unidos.

O rendimento do Treasury de 10 anos retornou à marca de 5%, o maior patamar desde 2007, sinalizando uma pressão crescente sobre os mercados globais e a maior exigência de retorno dos investidores.

Ao CNN Money, Marco Harbich, CIO da Gordon Capital, apontou três eventos recentes como responsáveis pelo movimento. O primeiro foi um leilão de títulos norte-americanos com demanda abaixo do esperado.

“O próprio investidor está exigindo mais taxa, mais retorno para que ele possa comprar o título público americano, principalmente os de longo prazo”, afirmou Harbich.

Segundo ele, o investidor observa o nível de endividamento e os dados econômicos para embasar suas decisões.

O segundo fator foi a criação de vagas de emprego, que surpreendeu amplamente o mercado. Foram geradas 162 mil vagas, ante uma expectativa de aproximadamente 60 mil — mais de duas vezes o previsto.

O terceiro elemento foi a alta do petróleo, que voltou a subir e atingiu 105 dólares, contribuindo para pressões inflacionárias adicionais.

Harbich destacou ainda que os índices de PMI industrial e de serviços vieram “bem acima do esperado, quase 60 pontos”. Para ele, esses resultados reforçam a interpretação de que “a taxa de juros vai permanecer mais alta por mais tempo”.

A Bolsa de Chicago, que já projetava cerca de 50% de probabilidade de alta na próxima reunião, passou a indicar 74% de chance. O especialista afirmou esperar duas altas adicionais de 0,25 ponto percentual, uma em outubro e outra em dezembro.

Sobre os impactos no Brasil, Harbich avaliou que o câmbio doméstico deve apresentar oscilação limitada.

“A gente é um grande exportador de petróleo, então o petróleo nesse patamar entra dinheiro”, explicou.

Ele também citou o diferencial de juros entre os dois países como um fator de amortecimento. Na avaliação do especialista, desde que o Federal Reserve mantenha altas graduais de 0,25 ponto percentual, o Banco Central brasileiro teria espaço para um corte adicional de 0,25 ponto percentual ainda no ano.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.Acompanhe Economia nas Redes SociaisTópicosCNN Brasil MoneyBanco Central


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por afonsobenites.

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afonsobenites

Autor da publicação.