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O Irã ainda está analisando a resposta de Washington à proposta de que o Estreito de Ormuz poderia ser reaberto em até sete dias, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, nesta quinta-feira (8), segundo a agência de notícias estatal Tasnim.
Na semana passada, Teerã reiterou que não abrirá mão de suas condições para a reabertura da via navegável estratégica, enquanto o impasse diplomático com os EUA não mostra sinais de resolução.
“A posição da República Islâmica do Irã é totalmente clara e firme: o Estreito de Ormuz não será reaberto até que nossas sete condições, baseadas no Memorando de Entendimento de Islamabad, sejam cumpridas”, afirmou o principal negociador do governo, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Na quarta-feira (7), um assessor do comandante da IRGC (Guarda Revolucionária) disse à agência de notícias semioficial Fars que rotas de trânsito em Ormuz consideradas ilegais pelo Irã serão fechadas em breve.
Mohammadreza Naqdi afirmou que essas “poucas rotas” foram criadas mediante explosões e danos a algumas das passagens rochosas na via navegável estratégica e eram utilizadas por “pequenos barcos para contrabandear petróleo e transferi-lo para navios-tanque”, desafiando a narrativa de que as exportações de petróleo do Golfo estão retomando os níveis anteriores à guerra.
“O Estreito de Ormuz está fechado, e as forças armadas da República Islâmica do Irã têm controle total sobre ele. Essa situação continuará até que as demandas legítimas do Irã sejam atendidas”, acrescentou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por tiagotortella.

