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Lula é orientado a ignorar Trump sobre Flávio e eleição

PoderData/Aya: 50% rejeitam votar em Lula; 46% em Flávio

O presidente Lula (PT) foi orientado por sua equipe a ignorar politicamente as declarações de Donald Trump sobre a entrada de Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos e sobre o não reconhecimento da vitória eleitoral brasileira. A apuração é da âncora da CNN Débora Bergamasco, no CNN 360°.

Segundo auxiliares de Lula ouvidos pela reportagem, a postura recomendada ao petista é de silêncio e cautela, ao menos por enquanto. A avaliação interna é de que toda a situação desgasta mais a família Bolsonaro e o poder do bolsonarismo do que o próprio governo.

Análise dos auxiliares de Lula

Três pontos norteiam a avaliação da equipe do presidente. O primeiro é que não é novidade que bolsonaristas sejam protegidos nos Estados Unidos — Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem são citados como exemplos.

O segundo é que as declarações de Trump são consideradas, nas palavras dos auxiliares, “chororô de perdedor”, embora sejam vistas como ambíguas, já que Trump afirmou gostar de Lula, deixando uma porta aberta para o relacionamento bilateral. O terceiro ponto é que Lula não deve “entrar nessa agenda de perdedores”.

A orientação passada a Lula é a de aguardar os desdobramentos da situação da família Bolsonaro nos Estados Unidos e também o resultado das eleições de meio de mandato americanas, momento em que Trump “deve passar por um momento de aflição, para dizer o mínimo”, segundo as fontes.

Caso o governo decida agir, a “caixa de ferramentas” disponível inclui uma nota do Itamaraty, uma nota da Presidência ou falas do próprio Lula. Por ora, contudo, a recomendação é que Lula se mantenha “magnânimo, soberano, como o vencedor”, sem dar palco à crise.

Entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA

Segundo a correspondente da CNN Priscila Yazbek, no CNN 360°, Flávio Bolsonaro entrou no território dos Estados Unidos usando seu passaporte diplomático — documento ao qual tem direito como senador, mas que havia sido cancelado pela Polícia Federal por determinação de Alexandre de Moraes, em meio a investigações sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Registros públicos disponíveis no site da US Customs and Border Protection indicam a entrada de Flávio nos Estados Unidos, e o número do documento apontado pelas autoridades americanas é o mesmo atribuído ao senador na lista oficial de controles de passaportes diplomáticos do Senado Federal.

O passaporte diplomático de Flávio foi emitido em fevereiro de 2023 e teria validade até 31 de julho de 2027, mas o STF determinou o cancelamento após o descumprimento de decisão judicial de entrega dos documentos.

Trump se envolve diretamente no caso

Trump se manifestou publicamente sobre o caso, afirmando que aprovaria a entrada de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. Na mesma fala, questionou as eleições brasileiras pela pelo menos quarta vez desde o domingo (25), descrevendo-as como “terríveis” e “muito estranhas”.

Fontes do Departamento de Estado americano disseram à agência Reuters que os Estados Unidos garantiram vistos a Flávio Bolsonaro, à sua esposa e às suas filhas.

O envolvimento direto de Trump no caso chamou a atenção de analistas políticos americanos, que apontam similaridades entre a narrativa de questionamento eleitoral adotada pela família Bolsonaro no Brasil e a do próprio Trump nos Estados Unidos. Segundo esses analistas, ao defender a família Bolsonaro, Trump também legitima sua própria narrativa de contestação dos resultados eleitorais americanos de 2020.

Congressistas democratas reagiram ao caso, acusando Trump de agir com “dois pesos e duas medidas”: enquanto nega asilo a refugiados que fogem de conflitos no Sudão e no Haiti, estaria abrindo as portas do país a um candidato derrotado em eleições no Brasil que descumpriu ordens judiciais.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por afonsobenites.

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afonsobenites

Autor da publicação.

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