O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse neste sábado (31), que o governo norte-americano, não facilitou a entrada de Flávio Bolsonaro (PL) no país, após a derrota nas eleições presidenciais do Brasil no último domingo (25).
“Nós não facilitamos em nada. Soubemos que ele chegou aos Estados Unidos. Ele já tinha um visto garantido e o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. O que nós permitimos“, afirmou em coletiva de imprensa.
De acordo com ele, Donald Trump tomou uma decisão pessoal de autorizar que o senador pousasse a fosse recebido nos Estados Unidos, mas que o governo não participou “diretamente” de qualquer um dos movimentos feitos para a fuga do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“O governo dos Estados Unidos não esteva envolvido diretamente em qualquer um dos movimentos que foram feitos, mas o presidente deixou claro que se ele chegasse a uma alfândega dos Estados Unidos, que ele receberia uma ‘parole’ para entrar no país e ele recebeu“, completou.
Entenda
O senador Flávio Bolsonaro e sua família entraram nos Estados Unidos na última quarta-feira (28) e receberam autorização condicional para permanecer no país por um ano. A permissão é concedida em casos específicos, incluindo casos de urgência humanitária.
De acordo com os registros disponíveis no site da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA), a agência americana responsável pelo controle de fronteiras, o senador, sua esposa e ao menos uma de suas filhas receberam uma autorização na categoria “DT” ao passar pelos trâmites burocráticos na chegada a Miami.
Essa categoria indica que a autorização concedida pelo governo Trump é a sigla para “Discretionary Parole“, uma autorização temporária condicional concedida pelo DHS (Departamento de Segurança Interna dos EUA) com base em uma avaliação caso a caso.
A parole é uma permissão oficial para entrar e permanecer temporariamente no país, mas não configura visto ou uma admissão formal pelo sistema de imigração dos Estados Unidos.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por manoelacarlucci.

