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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, pediu neste sábado (26) aos Estados Unidos que suspendam o “bloqueio” a Cuba e as restrições ao comércio com a maior ilha do Caribe.
Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, Lavrov também afirmou que os EUA deveriam retirar Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo.
Os EUA lançaram uma campanha de pressão contra Cuba que tem impedido, em grande parte, que o petróleo chegue à ilha, causando apagões devastadores.
Trump prevê acordo com Cuba
O presidente americano, Donald Trump, previu, durante uma coletiva a repórteres em Washington, neste sábado (26), que os Estados Unidos e Cuba chegarão a um acordo, e acrescentou que não acredita que uma ação militar será necessária.
“Eu diria que Cuba e nós chegaremos a um acordo. Não acho que vamos precisar do exército”, afirmou Trump à repórteres na Casa Branca.
Mais cedo nesta semana, a porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, não descartou uma operação militar em Cuba e afirmou que o governo americano trabalha por uma mudança no país. Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, ela disse que o presidente Donald Trump tem diferentes ferramentas à disposição para garantir a segurança americana.
China contesta EUA sobre Irã e Cuba na ONU
A China se contrapôs aos Estados Unidos em seu discurso na Assembleia Geral da ONU neste sábado (26), afirmando que a soberania dos países do Golfo deve ser respeitada e instando o “país em questão” a parar de ameaçar Cuba e a suspender o bloqueio imposto à ilha.
O vice-presidente Han Zheng não mencionou nominalmente os Estados Unidos em seu discurso. Os norte-americanos lançaram uma campanha de pressão contra Cuba que tem impedido, em grande parte, que o petróleo chegue à ilha. A guerra contra o Irã começou com ataques conjuntos dos EUA e de Israel em fevereiro.
Os comentários contrastaram fortemente com a cordialidade demonstrada no início desta semana na Casa Branca, onde o presidente Donald Trump homenageou o líder chinês Xi Jinping com desfiles aéreos militares e um luxuoso jantar de Estado.
“Os principais países devem assumir responsabilidades especiais pela salvaguarda da paz e da segurança internacionais e devem assumir a liderança no cumprimento das regras, na defesa do Estado de Direito e na prática do que é certo”, afirmou Han.
“A China defende que a soberania e a segurança dos países do Oriente Médio, incluindo o Golfo, devem ser respeitadas.”
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por derlacardoso.

