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Novo estudo revela descoberta de cidade subterrânea escondida no Egito usada como complexo religioso há mais de 2 mil anos

Novo estudo revela descoberta de cidade subterrânea escondida no Egito usada como complexo religioso há mais de 2 mil anos

Até hoje, o Egito é repleto de mistérios envolvendo o passado da região. E os arqueólogos acabam de adicionar mais uma descoberta à longa lista de tópicos enigmáticos. Um artigo publicado na revista Acta Geophysic afirma que uma construção subterrânea pode ter sido usada como complexo religioso há mais de 2 mil anos.

Com a ajuda de imagens de radar, de satélites e mapeamento 3D do subsolo, os arqueólogos descobriram intervenções no terreno da cidade de Buto, em Delta do Nilo.

Escavações posteriores, em uma área de 10 metros sob o local, revelaram paredes de tijolos crus, um piso de fundação e diversos artefatos religiosos (amuletos de divindades como Ísis, Hórus, Taweret, Wadjet, além de um escarabeu de esteatita com o nome do Rei Tutmés III).

Esses achados validaram as interpretações geofísicas e de sensoriamento remoto, sugerindo que o local funcionou como uma residência sacerdotal ou estrutura funerária/templo secundário.

De acordo com citações do artigo, o sítio foi abandonado por cerca de 1500 anos, restando apenas o grande templo de Wadjet, a principal divindade do local. A causa dessa lacuna de povoamento é incerta; no entanto, inundações parciais durante o final do Antigo Império sugerem razões ambientais, presumivelmente induzidas pela mudança do curso de um dos braços do Rio Nilo.

O sítio arqueológico de Buto é um assentamento multicamadas com uma história de ocupação complexa, que abrange desde o período pré-dinástico até o início da era islâmica.

Os resultados sugerem que, além do templo conhecido, outro templo pode permanecer enterrado sob uma espessa camada de argila na mesma região, o qual será investigado em estudos futuros.

 *Publicada por Giovanna Csiszar, em colaboração para a CNN Brasil. 


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por Giovanna Csiszar.

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Giovanna Csiszar

Autor da publicação.