Pelo menos 64 pessoas morreram na colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha, na manhã desta quarta-feira (28).
Esse é o acidente ferroviário com mais vítimas fatais na Espanha nos últimos 13 anos. As causas do acidente ainda estão sendo apuradas.
A colisão aconteceu por volta de 9h, horário local, perto de Toledo, e levou à suspensão da linha que conecta Madri à região da Andaluzia, no sul do país.
O governo local de Castilla-La Mancha informou que os serviços de emergência continuam buscando outras vítimas nos destroços e alertam que o número de mortos pode aumentar.
Imagens de helicóptero mostram que três vagões ficaram tombados em um barranco. Sobreviventes falaram para a mídia espanhola que escaparam pelas janelas e portas.
Mais de 500 pessoas estavam nos dois trens. Pelo menos 50 sobreviventes ficaram feridos com alguma gravidade, alguns em estado crítico.
Segundo a agência Reuters, um dos trens estava parado nos trilhos por determinação da Adif, que é a gestora da infraestrutura ferroviária, no momento em que foi atingido pelo outro trem.
Reação das autoridades
A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, pediu urgentemente doações de sangue para as vítimas.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez se deslocou para a região e disse estar “chocado com o grave acidente” e disse estar em contato com as autoridades competentes.
O governo brasileiro emitiu nota de solidariedade às famílias das vítimas, ao povo e ao governo da Espanha. O Itamaraty está monitorando a situação por meio dos Consulados na Espanha, para prestar assistência aos brasileiros eventualmente afetados pela colisão.
O acidente acontece um mês antes das eleições na Espanha, convocadas por Pedro Sánchez, para o dia 29 de novembro.
Este é o segundo grande acidente ferroviário com vítimas fatais este ano. Em janeiro, uma colisão entre trens operados pelas mesmas empresas e na mesma linha, matou 46 pessoas.
Ainda segundo a Reuters, a resposta do governo ao acidente de janeiro, em Adamuz, foi criticada pela oposição. O ministro dos Transportes, Oscar Puente, chegou a ser alvo de pedidos de renúncia.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Agencia Brasil por Gabriel Corrêa – repórter da Rádio Nacional.

