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Parada cardíaca: Kalil e cardiologistas explicam socorro simples e eficaz

Parada cardíaca: Kalil e cardiologistas explicam socorro simples e eficaz

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Diante de uma parada cardíaca, os primeiros minutos são decisivos. Especialistas explicam que as diretrizes atuais de atendimento pré-hospitalar priorizam a simplicidade e a rapidez no socorro, com foco em compressões torácicas de qualidade realizadas ainda por leigos, antes da chegada do serviço de emergência.

No CNN Sinais Vitais deste sábado (26), o Dr. Roberto Kalil recebeu o cardiologista Sérgio Timerman, do InCor (Instituto do Coração) do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP), e Camila Lunardi, médica emergencista e presidente da ABRAMEDE (Associação Brasileira de Medicina de Emergência).

Eles detalharam como funciona a chamada “cadeia de ressuscitação” e o que qualquer pessoa pode fazer ao se deparar com uma vítima em parada cardíaca.

Simplicidade como princípio fundamental

Segundo Timerman, uma das principais mudanças nas últimas décadas no campo da ressuscitação cardiopulmonar foi justamente o abandono de procedimentos complexos. “O mais importante em ressuscitação é mantermos as coisas simples”, afirmou.

O cardiologista explicou que o objetivo central é garantir que a vítima chegue ao atendimento hospitalar com vida. Para isso, Timerman destacou a necessidade de sensibilizar e treinar tanto a população em geral quanto os profissionais que atuam no atendimento pré-hospitalar e dentro dos hospitais.

A “ciência da ressuscitação“, segundo Timerman, tem como meta aumentar o número de sobreviventes de paradas cardíacas por meio de intervenções acessíveis e padronizadas.

A corrente da sobrevida

Timerman descreveu a chamada “corrente da sobrevida”, composta por seis pontos fundamentais:

  • O reconhecimento da parada cardíaca,
  • A chamada de socorro,
  • A realização da massagem cardíaca,
  • A desfibrilação,
  • A chegada do serviço de emergência;
  • Os cuidados pós-ressuscitação e a recuperação do paciente.

Os especialistas reforçaram ainda que, após as compressões realizadas pelo leigo, é indispensável que o serviço de emergência chegue equipado e preparado para dar continuidade ao atendimento e que o hospital receptor esteja igualmente apto para receber o paciente em condições adequadas.

Massagem cardíaca substitui a respiração boca a boca

Um ponto enfatizado pelos especialistas é que, para leigos, a respiração boca a boca não deve mais ser realizada. “Só massagem cardíaca. A gente sabe que as mãos é o que salvam vidas”, afirmou Timerman.

A orientação atual é que o leigo realize apenas compressões torácicas ao identificar uma parada cardíaca e deixe a respiração boca a boca, se necessário, para os profissionais de saúde.

As compressões de qualidade devem seguir um ritmo entre 100 e 120 batimentos por minuto, com profundidade adequada e pausas regulares para permitir que o coração se restabeleça. Esses parâmetros são fundamentais para que a massagem cardíaca seja eficaz.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por afonsobenites.

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afonsobenites

Autor da publicação.