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Paris decreta toque de recolher após protestos violentos

Paris decreta toque de recolher após protestos violentos

© REUTERS/Abdul Saboor/Proibida reprodução

Na França, as prefeituras de Paris e várias cidades decretaram toque de recolher após os protestos violentos do último fim de semana. As manifestações também se espalham por outros países da Europa.

O que começou com protestos de estudantes pedindo mais investimentos na educação, acerca de um mês na França, se transformou num conflito entre governo e manifestantes. Esse momento de tensão tem tornado as ruas de várias cidades do país em campos de batalha.

As prefeituras de Paris e de outros municípios decretaram toque de recolher após um fim de semana marcado por distúrbios, saques a lojas, bloqueios e confrontos com a polícia. Nesta segunda-feira (19), em Paris, manifestantes romperam as barricadas e avançaram em direção à entrada do museu do Louvre.

Em Lille, o toque de recolher valerá por dois dias. Em Marselha, também foram proibidas aglomerações. Mas, até agora, não há sinal de que a situação melhore.

Os sindicatos franceses convocaram uma nova rodada de greves e protestos para 5 de novembro. Num comunicado divulgado no domingo (18), o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que quem destruir propriedades deve pagar pelo prejuízo. Segundo ele, aqueles que buscaram derrubar a República serão responsabilizados.

Manifestações além da França

Esses protestos têm se espalhado para outros países da Europa. Na Itália, o final de semana também foi violento. Em Milão, a polícia entrou em confronto com os manifestantes, que atiravam pedras e saqueavam lojas. A população reclama da precariedade dos serviços públicos e do aumento do custo de vida. Mais de 60 pessoas foram levadas à delegacia para averiguação e 28 foram detidas.

Na Albânia, o protesto é contra a suposta corrupção governamental, a escassez de empregos e a precariedade do sistema educacional. As manifestações têm se concentrado na cidade de Tirana. A população também exige a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama, que rejeitou a ideia de deixar o cargo.

* Com informações da Agência Reuters.
 


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Conteúdo reproduzido originalmente em: Agencia Brasil por William Martins – Repórter da TV Brasil *.

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