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O amor de Angelina Jolie pelo Camboja é público e notório. A atriz de 51 anos conheceu o país pela primeira vez em 2000. Dois anos depois, adotou seu primeiro filho, Maddox, de um orfanato na cidade de Battambang.
Hoje, Jolie é dona de uma propriedade de 38 hectares neste mesmo local, onde afirmou em 2024 que pretendia ir morar assim que seus caçulas completassem 18 anos. Vivienne e Knox chegaram à maioridade em julho deste ano.
Mas a atriz não vê o Camboja apenas como um lugar para descansar depois de criar os filhos.
Ela também participa da administração de 40 mil hectares de área protegida, onde mais de 10 mil pessoas vivem, estudam e trabalham sob preceitos de sustentabilidade.
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Vida após a guerra
Nos anos 70, dois conflitos em sequência abalaram o Camboja, causando centenas de milhares de mortes e aumentando a vulnerabilidade do país. Diversas regiões cobertas por vegetação densa foram usadas como campo de batalha, e muitas minas terrestres permaneceram ativas mesmo após o fim das guerras.
Angelina Jolie visitou o território pela primeira vez para filmar ‘Lara Croft: Tomb Raider’ em 2000. Em entrevista, ela contou que “encontrou uma população muito gentil, carinhosa e aberta, e sim, muito complexa” durante sua visita.
Em 2002, a artista adotou o primeiro filho de um orfanato cambojano. Nos anos seguintes, sua família passaria longos períodos no país, convivendo com os locais e conhecendo a história do país.
Essa história seria contada pela própria Angelina em 2017. Ela dirigiu o longa “First They Killed My Father”, baseado na autobiografia da cambojana Loung Ung, que foi forçada ainda na infância a entrar para o exército do regime comunista do Khmer Vermelho.
Em 2003, a atriz abriu a Maddox Foundation, entidade dedicada inicialmente a restaurar áreas devastadas pela guerra e desativar os explosivos que ainda estavam ali.
Proteção ambiental
Em 2006, o escopo da fundação passou a incluir a conservação das florestas do Camboja. Mais de 60 mil hectares foram comprados para criar a Área de Uso Múltiplo de Samlaut, onde seriam conduzidos programas de proteção ambiental, acesso à educação e saúde, e apoio financeiro à população.
Até hoje, a Maddox Foundation afirma que todos os funcionários da área reduzida a 40 mil hectares são cambojanos. Eles foram recrutados e treinados para patrulhar a floresta e impedir a caça e o desmatamento ilegal, e hoje são reconhecidos como oficiais do governo do Camboja, ainda trabalhando em parceria com a entidade de Jolie.
O primeiro hospital foi construído na região em 2009, lançando projetos de atendimento clínico a mães e bebês. Em 2018, a fundação ergueu um dormitório estudantil para permitir que alunos de vilarejos remotos concluíssem os estudos, antes abandonados pela distância entre a escola e suas casas.
Um programa de 2019 incentivou fazendeiros locais a cultivar abelhas, ensinando técnicas de apicultura sustentável e defendendo a redução do uso de pesticidas.
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Santuário de elefantes
Parte do trabalho de proteção ambiental da Maddox Foundation no Camboja envolve rastrear os elefantes asiáticos que ainda existem dentro do território.
O monitoramento desta e de outras 44 espécies serve para definir quais áreas devem ser preservadas ou recuperadas, evitando interferência nos locais por onde os animais transitam.
Angelina também financia, através de sua própria fundação, uma iniciativa similar na Namíbia. Ela mantém o Santuário de Vida Selvagem de Shiloh, cujo nome faz homenagem à filha que ela adotou no país africano.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por robertosouza.

